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Mostrando postagens de Novembro, 2006
Acabo de receber de Goiânia o covite para o lançamento, na terça-feira, 28, na Livraria Cultura de Goiânia, do livro do amigo Vassil Oliveira, que narra os bastidores das eleições de 2006 para o Governo de Goiás. O livro vem coroar a carreira jornalística de Vassil — que acabou por especializar-se em política. Somos amigos desde de antes de ele terminar o curso universitário. Este é seu segundo livro, pois já publicou um livro de contos, que tivemos a honra de apresentar. E sei de poesias e novelas aguardando o gatilho de futuras edições.
Eu também aguardava ansioso este lançamento, pois só assim o Vassil Oliveira poderá se debruçar sobre a apresentação de nosso livro Safra Quebrada.
Vassil, sei que o sucesso será grande!!! E que os compromissos não se esgotam!!!!!

José Santiago Naud para professor emérito da UnB

Endossamos — e sugerimos que entidades e autoridades formadoras de opinião no meio cultural de Brasília que assim também se pronunciem —, a indicação do professor e poeta José Santiago Naud para professor emérito da Universidade de Brasília. José Santiago integra a vanguarda dos pioneiros de Brasília e, por antigüidade, merece indicação, já que foi um dos fundadores daquela instituição. Damos por certa a sua indicação e acolhida.
Comparecemos, nesta semana, ao lançamento de "Dicionário de pequenas solidões", que contém dez contos do amigo Ronaldo Cagiano. O evento concorridíssimo aconteceu na livraria Café com Letras, na 203 Sul. Eu tinha previsto ficar uma meia hora, mas eram tantos amigos que só consigo sair duas horas após chegar ao local. Só com o amigo Antonio Miranda uma hora correu sem nem deixar rastro de enjôo.
O livro praticamente inaugura as atividades da editora Agualusa, que tem programa de edição de autores de língua portuguesa (entenda-se aqueles do Brasil, Portugal e países africanos). Dá pra ver, pela edição cuidadosissíma que a editora veio para competir e ficar. Sugiro apenas que eles tenham uma cautela na composição do preço de suas edições. Caso mantenham o mesmo parâmetro do "Dicionário de pequenas solidões" acabarão impedindo certas camadas da população de ter acesso aos seus livros. A fitinha saiu muito cara.
Os contos foram selecionados dos livros Concerto para arranh…
Nos últimos dias, assisti três filmes. Fui com amigos e familiares rever Paris Texas, de Wim Wenders. Assisti este filme pela tercerta vez, e sei que muitas outras vezes irei revê-lo. Aqui a música e a imagem se integram na deserticidade. Ry Cooder, que tocou com Eric Clepton, participa com a trilha sonora de outros filmes, inclusive auxiliou Wim Wenderes na produção de Buena Vista Social Club (este eu já devo ter visto umas dez vezes), também de Wim Wenders. Podem dizer o que quiserem, mas Wim Wenders tem uma sutil maneira road de andar pela vida. Medo e Obsessão, que também vi no fim de semana, e que se encontra em cartaz, trata da paranóia americana relativamente ao terrorismo. Mostra que a paranóia serve apenas para gerar mais paranóia, que, num crescendo, acaba gerando conflitos criminosos. E, ontem, fui ver Volver, de Almodovar. Não perco um Almodovar sequer. Com a transparência das taras, acaba mostrando os conflitos das relações humanas. Neste Volver ele está mais claro, mas a…
O artigo "Três vozes, um mesmo tom", de Hildeberto Barbosa Filho, que já foi publicado no caderno Pensar do Correio Braziliense, acaba de sair na revista Correio das Artes, editada na Paraiba resistenteente por Linaldo Guedes. O texto pode ser conferido na íntegra na revista virtual Cronópios (http://www.cronopios.com.br/site/critica.asp?id=1928).
Aqui um trecho:
"Mais colado ao visgo da existência, o lirismo de índole filosófica de Salomão Souza não descarta o apelo metalingüístico, quando ao final do poema da página 65, enuncia: “A lenha das palavras / acende a festa / na beira de meu pasto”. Antes, no mesmo texto, o poeta já dissera: “Não consigo sorrir se o homem / deixa de ser uma lenda / se o homem deixa de entrar / nos esconderijos do arco-íris / se é negada a festa da palavra / cheia dos olhos de Osíris / se há o logro da censura / e não chegam dizeres e vizires”. Observem-se em cada verso a carne e a plumagem das palavras. Intuição e razão não se excluem, complem…
Às vésperas do feriado fui ao concerto da Orquestra do Teatro Nacional. Num concerto nunca estamos sós. Tem a música, tem a pulsação do pública. E mesmo a possibilidade de conhecer pessoas com a mesma expressão humana da arte. Ali estava a Beatriz e seus pais, pela primeira vez numa audição de música erudita. Pura alegria, até mesmo quando adormeceu.
Mesmo com a substituição do programa, pois eu espero há mais de ano que a orquestra toque a 1ª Sinfonia do Mahler, que é um das primeiras músicas clássicas que inseri no meu repertório de preferência pessoal (nela está a energia da juventude), assisti todo o programa com muito prazer. Foi uma surpresa ouvir o Canto de Amor e Paz para orquestra de cordas, do brasileiro Claudio Santoro. É algo que nos corta com a serenidade da paz. De acordo com o musicólogo Vasco Mariz, à primeira obra dessa época, o Canto de Amor e da Paz, Santoro “imprimiu um tom lancinante, de uma sinceridade que impressiona já na primeira audição... É evidente que este…
A AMIZADE A AMIZADE A AMIZADE AMIZADE

Com o título e "Lagartas", talvez a propósito das lagartas que estão postadas aqui no blog, acabo de receber um e-mail de um poeta. Até desafio outras pessoas a me mandarem fotos de lagartas para serem postadas aqui. Mas que tenham sido fotografadas pelo remetente.

Vez por outra acredito realmente que sou poeta, sermos lidos, num país tão pouco lido, por tempos penso que é só a nossa teimosia mesmo, destas querelas de caboclo domesticado da cidade.
Edson Bueno de Camargo
Mauá - SP

Nunca me preocupei em ser lido, no instante em que escrevo. É um ato tão solitário, que não podemos imaginar nada no instante de escrever, mas em achar em nós mesmos algo que nem imaginávamos estar ali. Algo que outro vai ver e, por ter sido escrito por um humano, pensará que poderia ser amigo daquele ser humano que escrevia. Não terei sido um poeta se alguém não desejar me conhecer enqaunto estiver lendo. Eu queria ser amigo de todos aqueles que escreveram algo che…
Certamente motivada pela lagartinha miraculosa do Robson, a Nayara Vieira me mandou algumas fotos de flores, jaboticabas, e a lagartinha camuflada na casca de uma árvore. Uma lagartinha muito menos assustadora, quase um amuleto de sorte, assim um ente de estimação. Não deve ser da fazenda da vó, mas uma lagartinha que ela trata com pequenas gotas de perfume, e deixa passeando na táboa da cabeceira enquanto dorme.
Só aqueles que sabem ter intimidade com lagartas e flores são os que melhor respeitam a vida, são aqueles
que jamais serão egocêntricos.

Algo miraculoso

São vários os temas que eu poderia abordar aqui no blog, neste domingo, de um novembro que já nos desemboca no final do ano. Assim numa abordagem memorialística, assim o prolongamento de um diário irresponsável... Antes, relembrar os buracos aberto aqui em minha garagem, com mais de metro de fundura, para reorganização da rede de esgoto. Às vezes esquecenmos que somos personagens do mundo, com necessidade de encarar nossos esgotos pessoais. Nem tudo termina em livro, mas bem que poderia terminar. Ainda há pouco, com as mariposas invadindo a minha janela, à procura de luz, eu tentava construir um aforismo:

- Nenhum livro é tão ruim que não serva para matar mosca. (este é um pensamento bem à moda de Augusto Monterroso, que fez um livro com epígrafes que remetem sempre às moscas).

Passei a semana ultimando os arranjos finais para a conclusão do Safra Quebrada. A edição está garantida. O livro estará concluído — acredito — até meados de dezembro. Mas o lançamento só acontecerá lá para os i…