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Mostrando postagens de Maio, 2007
Ao almoçar hoje com amigos, o Carlos me dizia que não conseguiu ler os poemas do Safra quebrada. E me perguntava porque a poesia tem de ser tão difícil.
Eu não sinto a poesia como algo difícil. Eu entendo que a poesia é difícil para quem lê pouco poesia. Eu tinha dificuldade com Jorge de Lima, assim como tinha com Horderlin e Rilke. Mas, de repente, como se faz a luz, tudo ficou claro. Tão claro que não era preciso mais a realidade, mas só a luz da poesia.

O amigo Euler Belém escreveu uma nota na sua famosíssima coluna "Imprensa", que sai semanalmente no Jornal Opção, de Goiânia. Talvez por ser amigo deste poeta e da Poesia ele não tenha dito que a minha poesia é difícil, mas apresentou algumas alternativas para que ela não se pareça impenetrável. Mas o Euler tem a lâmpada nas mãos para nos auxiliar a pôr a poesia na frente da realidade. Meu abraço ao Euler, e obrigado.

Supersafra de boa poesia

Leio o livro de poesia Safra Quebrada, fusão de livros anteriores com os inédit…
No dia do lançamento de nosso livro Safra quebrada, faleceu em Goiânia o amigo Aldair Aires, que nos últimos anos residia em Silvânia. Nossa amizade vem desde encontro de escritores realizado em Goiânia, organizado por Geraldo Coelho Vaz. Estava alegre com a turma de Letras de universidade do Mato Grosso, onde lecionava naquela época. Seu último livro de contos se encontra em minha casa com sua dedicatória gentil.
Para mais informações sobre Aldair Aires, consultar o blog do amigo Aemir Bacca:

http://ademirbacca.blogspot.com/
Tue, 15 May 2007 15:17:47 -0300
Olá, poeta, olá, amigo!
Gostaria de estar com você em mais este momento (estive prazerosamente em muitos outros).
Desta fez, entretanto, não vai dar. Outro compromisso, já agendado, intransferível.
Parabéns, vez mais.
Obrigado por ser mais um (e não são muitos) a emprestar seu talento à arte, à poesia.
Que o Safra Quebrada repita o sucesso das obras anteriores.
Beijos pra Chiquinha.
Vamos ver se a gente marca aquele pão de queijo (que só o Salomão sabe (sabia?) fazer.
Sérgio Souli

Salomão quero agradecer pelo convite, infelizmente não vou poder ir porque tenho aula, mas
quero te dar os meus sinceros cumprimentos, desejando-lhe sucesso neste novo lançamento!

Abraço,
Karina Garcêz
Wed, 16 May 2007 16:05:18 -0300
Mano,
se alguém tem que agradecer, este alguém sou eu.
foi um prazer estar contigo, sua festa foi linda.
Muito obrigada por tudo, eu não merecia tanto.
Bjs.
Rosa

Wed, 16 May 2007 13:01:31 -0300
Meu nobre poeta goiano, natural de Sllvânia, onde os pássaros voam…
É com muita emoção que agradeço a todos amigos o comparecimento à noite de autógrafos de meu livro Safra Quebrada. Amigos e mais amigos, duzentos presentes (?), milhares de amigos, pois muitos ficaram impedidos de comparecer e com o pensamento em nós e em nosso livro. E que a minha poesia possa corresponder com alegria a essa alegria que os amigos trouxeram com suas presenças. Depois eu colocarei mais mais emails e fotos. Obrigado, amigos.
Tue, 8 May 2007 23:33:37 +0000
"brasigois felicio carneiro felicio"
Amigo-irmão Salomão Sousa! Parabéns pela bela coletãnea, muito bem editada, reunindo sua obra poética. Você merecia isto. Você é um poeta de grande poder de expressão, além de ser intelectual ativo, e crítico inteligente.


Tue, 15 May 2007 09:37:07 -0300

Prezado Salomão,

acabo de ver o convite ao seu lançamento. Receio não poder comparecer, por causa de problema de saúde. Se amanhã à noit eu estiver melhor, compareço.
Obrigado pelo convite. E, é claro, meus votos de integral sucesso para o seu livro.
Alaor Barbosa.


Tue, 15 May 2007 04:28:54 -0300
"Jorge Karl de Sá Earp"
Caro Salomão

Muito obrigado pelo convite para o lançamento do Safra Quebrada.
Infelizmente não poderei ir. Estou morando em Bucareste desde fevereiro de 2006.

Sucesso, abraço

Jorge


Tue, 15 May 2007 00:32:43 -0300
"Fernando Marques"
Salomão:
Teria sido boa idéia, sim!
Abraço!
Fernando.

> Pô, Fernando,
>
> Libera a turma para o lança…
Este é o núcleo inicial de minha poesia. Lembro-me de nós ali, sentados, ouvindo Chico Buarque em tempos que nem se pensava em abertura. Ronaldo Alexandre e Wil Prado, é bom guerrear num bom combate. Nosso abraço saudoso (e sei que vocês endossam esse abraço) ao João Antonio, ao Ignácio de Loyola Brandão, ao Wander Piroli.
Nessa roda, a nata da escritores de Brasília. Danilo Gomes, de pé, João Carlos Taveira, Ronaldo Cagiano e Ronaldo Costa Fernandes (reponsáveis pela fortuna crítica do livro), Luiz Carlos Cerqueira e Napoleão Valadares atrás dele. E nesta mesa estiveram o Ésio, poeta que está em São Paulo, o Antonio Miranda, o Cazarré, perdão peço àqueles que deixo deixo de citar.
Anderson Braga Horta, que nos prestigiou a noite toda com a sua presença. Ao fundo, o amigo Wálter.
A presença silvaniense e familiar em meu lançamento. Antonio da Costa Neto, estudioso da educação e do comportamento social. E a mana Rosa, linda, a quem o livro é dedicado.
Poesia e aniversário. A minha amiga atriz BIA. Obrigado e feliz aniversário.
Enquanto estou organizando o lançamento do meu Safra quebrada, dia 15, a partir das 19 horas (Carpe Diem, 104 Sul), aproveito para traduzir um poema de Vicente Alexandre. Com a tradução, sinto-me menos inoperante e mais próximo da poesia. Sempre me encantou a poesia deste pr^mio Nobel da Espanha. É uma poesia cheia de cintilações. Pois a vida não é só a ordem, às vezes ocorre ao mesmo tempo o lagarto, o vômito e o beijo.


A felicidade

Vicente Alexandre

Não. Basta!
Basta para sempre.
Fuja, fuja; só quero,
só quero a tua morte cotidiana.

O busto erguido, a terrível coluna,
o colo febril, a convocação dos carvalhos,
as mãos que são pedra, lua de pedra surda
e o ventre que é sol, o único extinto sol.

Seja erva! Erva ressecada, raízes amarradas,
folhagem nos músculos onde nem os vermes vivem,
pois a terra nem pode ser grata aos lábios,
a esses que foram, sim, caracóis do úmido.

Matar a ti, pé imenso, gesso esculpido,
pé triturado dias e dias enquanto os olhos sonham,
enquanto há uma paisagem azul cálida e…
Enquanto não acontece o lançamento do meu livro Safra Quebrada, no dia 15 de maio, a partir das 19 horas (Carpe Diem, 104 Sul, Brasília), onde aguardarei os amigos, vamos ler um poema do venezueano Juan Liscano, em tradução de minha autoria (outros poemas de Juan Liscano podem ser lidos em tradução de Antonio Miranda (www.antoniomiranda..com.br) :

MARCAS

Juan Liscano

As marcas nos confundem.
Procedem de toda parte.
De ontem, deste momento, de amanhã.
São passadas intermináveis
uma invasão de rastros vorazes
um solo de estrondosos passos.
Idas e vindas, migrações
famílias errantes em nós
que nos cruzam sem cessar, que saem, entram
deambulam por todos os rincões
em cada lugar do andar
e até nos muros onde suas marcas digitais
são largas feridas sangrentas.

O vento sopra em vão sobre esses rastros.
Não pode aventurá-los para outros lugares
talvez regue-os pelas moradias
pelos aposentos
pelas covas onde vive o louco da região
entre as samambaias da colina
onde pasta o cavalo
nas rochas onde eu divertia Prometeu…