setembro 13, 2007

Terças Literárias

Dentro do projeto das "Terças Literárias", no dia 25 de setembro, a partir das 20 horas, no auditório da Associação Nacional de Escritores ((SEP SUL 707/907), faremos uma palestra sobre "A experiência da poesia brasileira a partir de Mário Faustino".

Um poema de Mário Faustino:

SONETO

Necessito de um ser, um ser humano
Que me envolva de ser
Contra o não ser universal, arcano
Impossível de ler

À luz da lua que ressarce o dano
Cruel de adormecer
A sós, à noite, ao pé do desumano
Desejo de morrer.

Necessito de um ser, de seu abraço
Escuro e palpitante
Necessito de um ser dormente e lasso

Contra meu ser arfante:
Necessito de um ser sendo ao meu lado
Um ser profundo e aberto, um ser amado.

SARAU DA PRIMAVERA para o Guiness

Toda a comunidade poética de Brasília estará envolvida com "SARAU DA PRIMAVERA - 100 HORAS DE POESIA NA RODA", promovido pelo Coletivo de Poetas, de 19 a 23 DE SETEMBRO DE 2007, das 20h de quarta-feira, 19, à meia noite de domingo, 23, no Clube da Imprensa (Setor de Clubes Norte de Brasília, fone 3306-1156), com vistas a integrar o Guiness como a mais longa jornada contínua de leitura e debate de poesia. A coordenação é do poeta Menezes y Morais, nosso amigo de data longeva.

Registramos a programação do dia de nossa participação:

Dia 21, sexta-feira, das 19h30m às 22h30m
Poetas Salomão Sousa, Carla Andrade, José Edson dos Santos, Coletivo de Poetas e Quarteto. Salomão Sousa fala um pouco do seu trabalho e relança o livro Safra Quebrada (obra reunida e escolhida), com sessão de autográfos e recital do autor. Carla Andrade autografa o livro Conjungação de Pingos de Chuva, com recital. O Quarteto é formado por Nayla Reis, Fernando Martins, Laura Moreira e João Batista Ferreira. Nayla Reis eJoão Batista Ferreira homenageiam o poeta Fernando Pessoa e Clarice Lispector. Laura Moreira presta tributo a Florbela Espanca e Fernando Martins faz o fundo musical. José Edson dos Santos relembra o poeta Murilo Mendes e o Coletivo de Poetas realiza rodas de leituras de poemas de Luiz Vaz de Camões, Gonçalves Dias e H. Dobal.

setembro 10, 2007

Comparecemos ontem à Feira do Livro de Brasília, em seu último dia. Alegra-me ver as crianças e os jovens folheando os livros, disputando com os pais a aquisição de algum exemplar.
Reconheço que a Feira precisa alterar alguns quesitos para ampliar os espaços. Os stands estão muito pequenos e gerando muitos atropelos para os visitantes. Aí acaba desanimando os pais a levarem os filhos ao local. Talvez tenham de aproveitar o espaço que fica em frente à antiga Rádio Nacional (mas parece que está prevista uma obra naquele local). Mas também não sou engenheiro e nem entrevistei um para colher opinião sobre isso. O importante é que é necessária a abertura da feira, pois os visitantes precisam de mais espaço e também de outras atrações. A Feira está com a mesma cara em todas as suas edições.
Foi bem sucedida a série e debates do Café Literário organizada por João Carlos Taveira com poetas da cidade. Agradeço o convite para participar do ciclo. Considero um sucesso a noite que foi dedicada à minha poesia e à do Francisco Kaq, que se revelou um companheiro extraordinário.
Meu abraço à Pollyanna, da Livraria Quixote, que manteve vida à festa. E abraço todos com quem conversei durante as vezes que ali compareci. A feira é também um local de confraternização. Aliás, cultura é confraternização. Serviu até para que o Euler Belém viesse à minha casa, pois, após visitar a feira, passou uma tarde e minha casa.
Aguardemos a próxima edição, que se prenuncia com a realização de um Festival Internacional (ou Latino-Americano) de Poesia, a ser promovido pela Biblioteca Nacional paralelamente à Feira.
Comecemos a trabalhar, antecipadamente, para falarmos mais de Poesia em vezes de gatos ou de lebres.