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Mostrando postagens de Outubro, 2007

REORGANIZAÇÃO DO PROCESSO CULTURAL

Texto que escrevi especialmente para a próxima edição do jornal "A VOZ", de Silvânia (GO):

Estive em Silvânia a convite do PALAS para fazer palestra no Omelete Cultural. Fábio Coutinho, grande amigo daqui de Brasília — advogado, intelectual conceituado, membro de entidades culturais da Capital, descendente da família de Afrânio Coutinho — a meu convite e do PALAS, também compareceu à cidade preparadíssimo para palestrar (graciosamente) no mesmo evento. Ele saiu de Brasília de manhãzinha somente para apresentar o oportuníssimo tema “Constituição e cidania”.

Em que pese a divulgação através de convites individuais, da convocação dos estudantes e professores, e de debates no Giro da notícia, as palestras foram canceladas por total ausência de público. Excetuando os membros do PALAS, não compareceu sequer “um” ouvinte para recepcionar os pales-trantes convidados.

Com a suspensão da palestra, passei toda a manhã do domingo na frente da UEG, e, enquanto as crianças participavam das a…

Quase poema

Bambus da mata do Ginásio Anchieta, em Silvânia.
E amanhã lá estarei







Talvez só com pés para pairar
sobre a presença em que respiras
Talvez por isso indagues
por ruídos bem antes esquecidos
Aí amastes no primeiro dia

Depois só a conspiração
Não deixar que virasse só reparos
Apagar se muito fogo estalava
Se muitos gritos assumiam a farsa
cuidavas de vir o repouso às alas
O castelo não é só do desvario

Não permitir só primavera só solstício
Afundar-se quando algo se afoga
Dar os instante de folga
se a roda mói e mói contínua
E acharás outro pouco de rosa
se emurchece a rosa do primeiro dia

Há o primeiro dia de cardume
e languidez perfumada sobre os ossos
Para que não falte ar aos limões e às rosas
há depois os demais dias de lutares
Ainda que ao desamparo dos rijos esteios
e os tesouros esquecidos dos guias
e — sangrentas — as palmas arquejem
Visitarei

Não destruí as muradas da sorte
Erguem-se para desvio
dos inimigos que possam
trazer as fáceis algemas
Visitarei

Deixei os cântaros da água pro vinho
Enchi de gemas e pedrarias
as paredes amigas do tempo
Harpejos ao visitante nos anúncios da areia
Visitarei

Sempre os arranjos de uma viagem
com arreios de jaez invejável
Contarás onde esquentastes as veias
onde ciúmes deixavas
Visitarei

Ainda que eu chegue com as secas castanhas
e no butim só as façanhas do mofo
Contarás o quanto querias
os pulsos inteiros
Para as festas onde erguestes os salões
Onde achastes os guerreiros
Visitarei
Estou com um pequeno livro da Emily Dickinson
editado pela L&PM, em em tradução de Ivo Bender.
Gostei muito da seleção dos poemas
ou mesmo da leveza que ele deu aos textos.
Muitos querem atravessar uma dificuldade
que Emily Dickson não tem.
Mesmo assim ainda introduzi,
com a minha experiência campestre,
umas quatro alterações
para que a leveza ainda mais se manifestasse.


Bem pouco a fazer tem o pasto;
Reino de simples verde,
Só com borboletas para criar,
E abelhas para entreter –

E ondular o dia inteiro aos tons
Que a brisa consigo arrasta;
Cumprimentar a todas as coisas
E embalar, ao colo, a luz do sol –

Fazer com orvalho, à noite,
Colares de pérolas com tal fineza,
Que uma fidalga não saberia
Perceber que não é falso –

E acabar-se — ao atravessar
Por entre odores divinos –
De especiarias adormecidas –
Ou de nardos, agonizantes –

Enfim, quedar-se em nobres celeiros –
E, em sonho, passar os Dias;
Bem pouco a fazer tem o pasto,
Feno eu quisera ser

Uma horas dessas eu termino esse poema

Há os que amam entre muitos
que atravessam toda a lama
O corpo em sessões de prazer
Cintila aromas de crostas secas
e ruibarbos de saúde inflamados

Há os que uivam
aos que não foram devassos
Perdidos que estavam
com as jornadas de Mecas
Em turnos perdidos
em horas de curvas e curvas

Lá estão, lassos lassos,
os que amam com as trapaças
E eu que não fui um dos 300
se me sedavam os arames
das horas curvas das horas curvas
Eu estava pesquisando a história do grupo Weather Report, e bato de testa com a notícia da morte de Joe Zawinul ocorrida a quase um mês, em 11 de setembro. Passou tão desapercebida que não posso deixar de registrar aqui a morte desse jazzista que tanto prazer me dá com seus discos pessoais, com aqueles que gravou com o seu grupo Weather Report e mesmo com a participação em discos de Miles Davis, principalmente nos antológicos In a Silent a Way (que leva o título de uma música de sua autoria) e Bitches Brew. Ele é destas personalidades que surgem para mudar os tempos.
Aproveito aqui o texto de uma agência de notícias, da qual discordo apenas no que diz respeito à origem do jazz fusion. Para mim, o início se deu com In a silent way e não com Bitches Brew. E estes dois discos serviriam de base para tudo que o Weather Report, os grupos de Herbie Hancock e outros "funk" viriam a fazer depois.
VIENA - Morreu aos 75 anos, em Viena, Áustria, o tecladista de jazz Joe Zawinul, fundador…
A convite da Academia Piracanjubense de Letras e Artes, irei ainda neste mês, com o Herondes Cézar e Robson Corrêa de Araújo, a Piracanjuba (GO) para diálogo com os membros da entidade, às 20 horas do dia 26. A academia é dirigida por José Divino Alves. Eu e José Godoy Garcia estivemos a alguns anos atrás em Piracanjuba, numa visita de funda saudade que foi ciceroneada pelo piracanjubense Herondes Cézar.
Com estas primeiras chuvas, prenuncia-se uma viagem carregada do verde cerrado goiano. Talvez ainda não estejam floridos os pequizeiros, mas certamente avistarei ao longe algum ipê florido nalgum resto de mato.
Quero me desculpar com aqueles que vem comparecendo a este blog e têm "dado de testa" (expressão goiana para lembrar minhas raízes) com notícias envelhecidas. Peço desculpas ainda ao Vassil Oliveira (amigo de Goiânia) e ao poeta Wilmar Silva (amigo de BH) pelo atraso em responder as entrevistas que me encaminharam. Com a minha participação em alguns eventos, acabei me atrapalhando com outros compromissos, inclusive com a atualização do blog.

No dia 10, tenho uma participação numa casa noturna da SQN 312, às 20 horas.
Nos dias 19/21, em Silvânia (minha terra), acontece o Omelete Cultural promovido pelos jovens da cidade. Estarei indo pra lá com o Robson Corrêa de Araújo e com Fábio Coutinho. Faremos oficinas de literatura, fotografia e comportamento social.
E, no dia 26, estarei em Piracamjuba a convite da Academia Piracanjubense de Letras e Artes (ver box acima).