novembro 30, 2008


Brasília quebra o bloqueio + uma vez. acha a lâmina de quebrar os muros que ilham a sua cultura.
robson correa de araujo chega com sua acha mas fuerte pela ed luminuras através do hipertexto BR INFINITA
ele anuncia que é romance. e vale o que o autor diz dizia mário de andrade e silenciam a falsa irmandade
outros diran: confession! su mission esta dicha!
felicidade para todos nós: vejam e vayan ao lançamento para ajudá-lo a nominar este texto hiper hupa hupa:

novembro 28, 2008

Sobre o lançamento do livro Momento Crítico, declarei a um jornalista que, para mim, representa "o momento de interagir com leituras e participar do processo da perpetuidade da civilização. Entendo que o brasileiro tem lido pouco e, com isso, tem pensado menos ainda. Nos momentos da civilização em que o homem relega o conhecimento para planos inferiores há comprometimento da ética. Sem permanente processo crítico o homem acredita que está livre para qualquer ato, podendo cobrar ética só para aquele que estiver fora do seu círculo. Portanto, penso (e este Momento Crítico é parte do meu processo de pensar) para não passar omisso pelo meu tempo. E espero que os demais venham pensar comigo através desse livro — corrigi-lo ou corrigir-me, complementá-lo ou complementar-me. Mais uma espolética: o que o outro pensa me complementa."

novembro 21, 2008


Motivado por algum crítico — não me lembro se por Carlos Fuentes —, incluí, tempos atrás, na prioridade de minhas leituras o romance Miguel Strogof, de Júlio Verne. Posso dizer que foi o único livro deste autor que li, pois sempre passei ao largo de suas obras. Concluí a leitura neste momento. Em êxtase. Trata-se daqueles livros cercados do domínio do narrador sobre a trama, sobre a construção dos personagens, de levantamento de mínimos detalhes para gerar situações éticas e de suspense, sobre o prazer de narrar como divertimento. Está sendo perdido esse prazer de narrar por narrar: e não pelo profisionalismo de construir! O narrador, aqui, cria situações tresloucadas, mas verossímeis, pois ocorrem através de elisões, omissões, suspenses. Ainda estou acreditando que Miguel Strogof existiu, que atravessou 5 mil e quinhentos quilômetros enfrentando agruras que nenhum mortal jamais sonha ter pela frente. Acredito que todos os encontros casuais entre os personagens verdadeiramente ocorreram dentro daqueles situações inverossímeis. Acredito que todas as traduções, velhas, existentes são péssimas. Merecia uma atualizada! O livro merece ir para a sala de aula para levar nossos jovens a reconhecer a necessidade de cumprir boas missões nessa terra! Há um adjetivo extraordinário numa frase do romance (e o adjetivo está tão em descrédito na literatura moderna!): um vilão esquenta o sabre para investir na pele do herói, mas o herói é tão — sei lá — tão herói, que algo precisa enriquecer essa presença heróica diante do ato vil: nem os carvões acreditam numa ação tão vilã, pois isso, os carvões que esbraseiam o sabre são "carvões perfumados". O narrador de estirpe insere o adjetivo com heroismo na frase! Miguel Strogof! Uma bela lição de narrativa, assemelha-se a um livro de viagem! A viagem do heroismo.

novembro 09, 2008






Já está programado o lançamento de meu livro
Momento Crítico.

Data: 2 de dezembro, uma terça-feira, a partir das 18h30
Local: restaurante CARPE DIEM (104 Sul, Bl. D, lj 1 - Brasília - DF)
Informações: (61) 3344-3738 ou salomaosousa@yahoo.com.br


Texto da orelha, que esclarece o propósito do livro:


Em edição com recursos captados junto ao Fundo da Arte e da Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura do Distrito Federal, MOMENTO CRÍTICO reúne parte da produção crítica de Salomão Sousa, publicada em jornais e no Chuço — zine xerocopiado que o autor manteve por mais de dois anos em Brasília. Apesar de produzidos em épocas diferentes (às vezes distantes), são textos que convergem para uma preocupação reflexiva central: o lugar da cultura num mundo em transformação, em que o homem — imerso no egocentrismo — mergulha numa funda crise de humanismo, com óbvia agressão ao outro e aos bens comuns da comunidade. Além de reunir textos híbridos de crônica e artigo, Salomão Sousa aproveita para coligir na última sessão do livro as suas “Espoléticas”, aforismos que ele denomina de “espoletas éticas” destinadas a explodir rápidas reflexões. Não se trata de obra que proponha teses costuradas em complexos conceitos, de difícil absorção, mas que se vale da crítica impressionista, de forma a facilitar a imposição da presença humana na escritura, sem “as insígnias da santidade”. O final da espolética que fecha o livro expressa bem a preocupação de Salomão Sousa: “Temos de apalpar, obter, colher, sem invadir o direito do outro, sem obstruir a vida do outro. Aí se inicia o primeiro ato de moralidade.”.


Ao contrário do noticiado anteriomente,
não foi possível usar a foto do Robson Corrêa de Araújo
como motivo da capa. Perdão, amigo, por ter gerado a expectativa e não ter conseguido um arranjo com o seu belo trabalho. Faremos ainda muitas viagens juntos.