Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Dezembro, 2008
Sempre vou me atrasando para alguns compromissos, às vezes empurrado pelo simples enfado. Até agora não desejei boas festas a nenhum amigo. Não é por desleixo ou desamizade — é um tédio de querer ficar em suspenso, sem a necessidade de ser heróico, ético ou cataplético. Ficar borboleteando sobre a flor e a lama, e continuar humanamente borboleta, amigo da lama e da flor.
Apanhei ao acaso o romance “A hora da estrela”, e Clarice Lipector que, ao escrever esse livro, é ela mesma ou outro personagem masculino que constrói, num gesto quase filosófico ou de manifestação santa, o ápice de beleza a partir de uma vida simples.
E há uma frase nesse livro que vai servir para eu saudar os meus amigos neste fim de ano: “tudo que amadurece pode apodrecer”.
Portanto, não vamos nos preocupar em ser perfeitos ou em nos realizar completamente. Mas vamos imitar Julien Sorel, do romance “O vermelho e o negro”, de Stendhal, que está preocupado em ser feliz. Talvez tenha vindo deste romance a expressão: “est…
Não podemos exorbitar do amor!

Não sei do que mais gosto no romance "A hora da estrela", de Clarice Lispector. Romance? Novela? Desespero? A dedicatória é uma trava na garganta da beleza. O final é uma confissão da autora, ao abandonar sua personagem. Uma confissão de amor à vida. Será que o filme "Gosto de cereja" não saiu da frase final de Clarice: "... por enquanto é tempo de morangos", portanto é inútil a morte. Eu não queria, mas vou registrar a frase que mais gosto neste livro-confissão, quando Macabéa está passeando com o namorado, que é torneiro ou mecânico (não me lembro, só sei que não é presidente), e ao passar diante de uma loja de material de construção com os produtos expostos, sem o que dizer, ela faz a melhor declaração de amor da literatura brasileira: "Gosto tanto de prego e parafuso".

Em alguns momentos exorbitamos inconscientemente do amor. Noutro dia, ao ler a crítica literária de uma jornalista por quem tenho grande estima…
Em confraternização com amigos das Assessorias Parlamentares.
Ilma, o ministro José Múcio Monteiro (que confessou ter muita poesia inédita), Lucinha, Vera e esposo, o ex-poeta Ronaldo Alexandre, Rose, o poeta que vos fala e muitos que estão em outras fotos.
Com a presença do presidente da República, muitas autoridades e escritores, será aberta, oficialmente, nesta quinta-feira, 11 de dezembro, a Biblioteca Nacional de Brasília. Nosso abraço ao amigo Antonio Miranda pelo belo trabalho para tornar real a presença de uma biblioteca em Brasília capaz de expressar a modernidade digital. Não será apenas +++ uma biblioteca, mas ++++ uma experiência futurística de interação do homem com a sua memória cultural.
Já pode ser conferida dentro projeto (de forma digital) a antologia Deste Planalto Central — Poetas de Brasília (basta clicar duas vezes no nome da antologia). Aqui você pode conferir na íntegra a antologia que organizamos, em formato pdf, para a I Bienal Internacional de Poesia de Brasília, organizada pelo Biblioteca Nacional de Brasília.
Foram muitas as justificativas para as ausências ao lançamento de nosso livro Momento Crítico. Telefonemas. Emails. Caminhadas do Senado Federal até a nossa insalubre sala num sótão da Câmara dos Deputados — Vera, foi emocionante o seu gesto.
Em nome de todos que acusaram as razões para a ausência, destaco a da poeta Gardênia Maciel em seu blog. Postou um poema de nossa autoria e concluiu em seguida: “Aproveito aqui e peço desculpas ao amigo por não ter ido prestigiar o lançamento de seu livro ontem aqui em Brasília. Contratempos amorosos…”
Já nos encontramos e ela já está com meu livro, no qual eu disse na dedicatória que os contratempos sempre geram tempestades e ausências. Justo!
Eu gostaria de encher esse blog com as fotos de todos que compareceram ao meu lançamento. Mas eu seria injusto com muitos, pois nem sempre temos o domínio de todo o lançamento para controlar que todos os convidados sejam fotografados e mesmo seria complicado incluir a presença de todos.

Agradeço a presença dos escritores, dos amigos, e dos familiares, especialmente da Francisca, companheira ali preocupada em chegarmos atrasados, dirigindo no meio do engarrafamento — já que nunca terei carta de motorista em homenagem a Carlos Drummond de Andrade, de saudosa memória, pois me escreveu bela carta há trinta anos acusando o recebimento de meu primeiro livro.

Não posso deixar, no entanto, de agradecer a presença de Luiz Antonio de Medeiros, secretário de Relações do Trabalho; do poeta Antonio Miranda, diretor da Biblioteca Nacional de Brasília; da deputada Andréia Zito e do deputado Edinho Bez.

Representando todos todos que estiveram presentes, incluo apenas duas fotografias. A presença surpr…