novembro 07, 2014

Mão



Se este é o desejo/a tua reclamação
dar mais lírica aos poemas e à cidade
Enchê-los de pessoas para trompaços
e uns com os outros andem pelos braços
Dar o Jesus que não exige chagas
que dá campos abertos cheios de avestruzes
e grandes ovos para as ceias
Tanta generosidade pra dar/fertilidade
tolerância/o voto/dá o calor do fogo
com a madeira/dá tua mão/beijus
qualquer graphia antiga/filiação
de qualquer transexualidade/dá
dá a luz se queres atravessar com claridade
Se tens de escavar alguma velharia
traz um sufixo antigo/filia/e se mais
antigo/philia/dá a lírica da amizade
a rima unida das casas/da vizinhança
desligando o motor/tirando a cruz das costas
Tanta lírica amiga!/rima/vamos ser generosus/
desmilitarizados/sem gênero/philia-te
Usa a mão de teu filho para teu registro
Não haverá desfibrilação se outro não apertar a tecla
Taí a minha rima/a selfie de minha mão

novembro 03, 2014

Uagadugu



Dizes que primeiro está quem amas
e em segundo teu estrato de alumínio
de cobre para o numerário/o extermínio
mesmo que tua força não aceite a invasão
e tua flâmula não esteja alçada ao parlatório
do determinado dia/E de alguma franja
te esqueces ou metes no torneado do mapa

Cai o prepotente diante da gente de Uagadugu

Entre tu e as estações da disputa
trafega a euforia/e não veste pele
de animais ou lota vagões atingidos pela derrota
Tremula o desejo/emula o que passa
entre os estratos sociais/Não cintila
pois não é atingível tão rápido pela deposição
Entre os espelhos/as praças/que cintilas
nas preferências/o vento perpassa uma areia

Nem sempre a praça é a de Uagadugu/Fu

Não somos o vento para revolver
com a facilidade da ausência/para depositar
sem mostrar as mãos/Por mais selfie
que o rosto se dejete/a mão tem de eleger
a boca tem de aclamar/o corpo ondular
na hora de lavar o túmulo/A tua boca ausente
pode ser uma arma/Depois a esgrima
será com teus olhos na festa da lágrima

Tu e eu/a divergência/Aqui ou em Uagadugu