Foto: Salomão Sousa
O Chico Porto, ou o Aryimororó dos tempos da real marginália, finge que estará ausente. Quando é a hora da poesia, ali está ele com a sua irrealidade, com a amizade solene, quase a dizer que a amizade não existe. E a poesia dele é assim mesmo, com a sua cara e coragem de ir se dizendo quanse em silêncio.
A poesia é meu território, e a cada dia planto e colho grãos em seus campos. Com a poesia, eu fundo e confundo a realidade. (Linoliogravura do fundo: Beto Nascimento)
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