Certezas para as madressilvas
A poesia é meu território, e a cada dia planto e colho grãos em seus campos. Com a poesia, eu fundo e confundo a realidade. (Linoliogravura do fundo: Beto Nascimento)
25 de julho de 2026
Novamente Anitta
21 de julho de 2026
Impressões sobre o filme Odisséia
O cinema é outra de minhas paixões desde a infância. Quando o cinema se soma à Literatura, a paixão aumenta, e a paixão ainda mais se amplia quando a música se ajusta às cenas. A Odisseia, filme de Christopher Nolan que está em cartaz nos cinemas, pode ter pecados, mas procura ajustar Homero ao nosso tempo. Perdemos a narrativa e o diretor, consciente ou inconscientemente, desmonta a ordem, sem perder tanto a similaridade com as invenções consagradas da história e das lendas gregas.
Como um amante
do andamento dos filmes antigos, gostaria de menos recortes e mais introspecção
nas cenas, gostaria de atores mais intensos, um Telêmaco menos apático, uma
Helena que não fosse inutilizada, pois não adianta substituir a atriz branca
por uma negra e deixá-la desfigurada ao lado de um Menelau que se parece com um
simples lutador de MMA ou um fascista convicto de suas vitórias.
Quem são os
alienígenas de uma ilha que botam os heróis para correr? Há invenções fora de
lugar? Há. Nessa ilha, os lestrigões não são alienígenas como posso imaginar
numa primeira leitura. Talvez robôs reaproveitados dos Transformers para
encanto da ala jovem. E é nesse momento que há clareza nas imagens, talvez por
essa remissão ao futuro, onde os robôs serão os grandes inimigos destruidores
das frotas e lendas do passado. Os robôs apagarão a memória, levando a História
à deformação?
A trilha
sonora é justa. Não podemos exigir Bossa Nova para dar intensidade a uma
tragédia. Tem de ser mesmo batidas minimalistas. Eu não esperava violinos, mas martelos
no ferro. O canto das sereias só poderia ser oferecido por elas. O homem não
pode compô-lo. O canto das sereias é o que descobrimos de descompasso em nós
mesmos. Enlouquecemos quando nós nos ouvimos. Esse canto está no filme, mas só
vai compreendê-lo quem está disposto a se ouvir. Cada um tem o canto das
sereias dentro de si mesmo e ele é ivergente em cada um que se ouve. E vivemos
numa época em que as pessoas não busca ouvir os próprios descompassos.
Portanto,
atores frios ou interpretações apáticas foram previsíveis para atrair uma ala
jovem do público. A velocidade das cenas também. As cores escuras, esmaecidas,
dá o tom lúgubre necessário, inclusive realça o impacto do passado, quando era
escassa a iluminação. Também para realçar a clausura em que vivemos. A clausura
nos remete à escuridão. E também é escassa a nossa compreensão dessa história
passada. Reclamemos mais luzes em nós mesmos.
Enfim,
concordo com o comentarista da Folha de S. Paulo - o filme traz
desconforto, pois, nele, reconhecemos que não estamos respeitando nossos
adversários. Quando não respeitamos o outro, perdemos o caminho. Enlouquecemos
quando não reconhecemos nossas contradições.
A Odisseia
é um filme de difícil leitura, mas é hollywoodiano, com suas falhas, sobretudo
de roteiro, mas com a coragem de um diretor, com a oportunidade de pôr na mesa
temas delicados e, sobretudo, a elogiável exposição de uma obra imorredoura,
que serve para lembrar que, por mais que o Homem se perca, a nossa casa, a
nossa ilha, as pessoas amadas - aí se encontra o nosso grande refúgio. Perdemos
a proteção dos deuses quando violamos o refúgio do outro e não zelamos pelo
nosso.
1 de julho de 2026
A importância da Arte para a harmonia e a liberdade
Para que nós escrevemos? Desenhamos? Assistimos filmes? Ouvimos música? Por que nós nos preocupamos com essas criações que sempre foram chamadas de Arte? A vida em si mesma não é suficiente para justificar a nossa presença na Terra? Não seria suficiente olharmos o rio ou ficarmos observando as mudanças que acontecem constantemente no céu? Irmos às compras nas feiras e nos shoppings? Qual a diferença da beleza da arte em comparação com a beleza de tudo que pertence à natureza? Qual a diferença de uma briga na rua de um desenho sobre a guerra ou fotos de pessoas soterradas?
Uma pedra que encontramos na
natureza, por mais que ela se pareça com um cavalo ou com a cabeça de um dragão,
ela não é uma obra de arte. O desenho de uma folha de árvore numa pedra, se não
tiver sido feito por uma pessoa, também não é uma obra de arte.
Para ser uma obra de arte, o objeto
tem de ter sido criado pelas mãos de uma pessoa e com a intenção de dar um
significado que possa ser interpretado. Mas já não basta as formas e os objetos
que existem no mundo? Temos de criar outros?
Devemos estar atentos a essas
questões. Quando fazemos e entendemos obras de Arte, nós estamos desvendando os
próprios mistérios da vida. As obras de arte aumentam a nossa capacidade de
perceber as pessoas e o ambiente que habitamos. A arte nos ajuda a tornar nossa
casa mais bela; com a Arte, nossa roupa nos torna mais elegantes, ajusta-se
melhor à forma de nosso corpo. Com a Arte, apresentamo-nos muito mais
elegantes. Quem não entende as obras de arte passa a ser apenas matéria a se
deteriorar no mundo, pois não consegue entender essa troca, esse ajuste de
nosso corpo com elegância, beleza, felicidade, com os demais elementos que
estão à nossa volta. A nossa presença não se justifica só pelo corpo, as
roupas, mas, sobretudo, pelo que contribuímos, intuímos, descobrimos e
imaginamos. A Arte é o resultado da
execução daquilo que imaginamos.
Octávio Paz, poeta mexicano que
ganhou o Prêmio Nobel de 1990, aponta logo na abertura de seu livro O arco e
a lira as várias razões positivas para a existência da Poesia. Essas razões
podem ser aplicadas à Arte.
A poesia é
conhecimento, salvação, poder abandono. Operação capaz de mudar o mundo, a
atividade poética é revolucionária por natureza; exercício espiritual, é um
método de libertação interior. A poesia revela este mundo; cria outro. Pão dos
eleitos; alimento maldito. Isola; une. Convite à viagem; regresso à Terra
natal. Inspiração, respiração, exercício muscular. Súplica ao vazio, diálogo
com a ausência, o tédio, a angústia e o desespero a alimentam. Oração, litania,
epifania, presença. Exorcismo, esconjuro, magia. Sublimação, compensação,
condensação do inconsciente. Expressão histórica de raças, nações, classes.
Nega a história; em seu seio ficam solucionados todos os conflitos objetivos e
o homem adquire, finalmente, consciência de ser algo mais que trânsito.
Experiência, sentimento, emoção, pensamento não-dirigido. Filha do acaso; fruto
do cálculo. Arte de habitar uma forma superior; linguagem primitiva. Obediência
às regras; criação de outras.
Podemos notar que a Arte, como diz Octavio Paz, atribui
identidade aos indivíduos e às Civilizações. A filosofia, a Arte, as tatuagens,
nossos cortes de cabelos, as ciências, tudo que absorvemos para nos mostrarmos,
contribui para formação de nossa identidade. O que é identidade? É a forma de
existirmos, de nos postarmos diante do mundo, com consciência. (Postar é
ficarmos num lugar onde podemos ser vistos. Por isso, postamos na internet –
para que as nossas manifestações sejam vistas. E nossa presença no mundo
precisa ser como as nossas postagens – sermos vistos na forma que nos postamos
no mundo. Muitos nos enganam, pois se mostram (se postam) em formas que não
correspondem ao que são na realidade. Tornamo-nos mentira quando nos
identificamos com indivíduos que se postam disfarçados para nos traírem.)
Com a arte, o homem
aprende que precisa viver contradições e deixar sua marca, tornando sua
presença permanente. Mas, uma permanência consciente, com domínio da própria
existência. O indivíduo que não adquire os rudimentos para ser consciente não
tem domínio sobre a própria vida, pois não se posta como desejava. Se não é
consciente, engana-se na forma de se manifestar, podendo trair a si mesmo.
Lembremos de Sócrates. Ele não escreveu nenhum livro. Ele
ensinava filosofia nas ruas da Grécia antiga. E não cobrava nada pelas aulas.
Assim, às vezes ele ficava até sem calçado. Xantipa, a mulher dele, fechava a
casa para seus amigos não entrarem. Todos gostavam de suas conversas
filosóficas, mas consumiam tudo que estivesse na casa e não pagavam nada por
isso. Xantipa dizia: você precisa ganhar dinheiro. Ele respondia que não
precisava de dinheiro: “São tantas as coisas de que não preciso”, ele dizia. O
dinheiro compra até as coisas que não precisamos.
Sócrates diz que algumas coisas o homem não pode pedir aos outros
e muito menos pode comprar no mercado. Por exemplo, se for para cozinhar,
podemos pagar ao cozinheiro para cozinhar. Se for para dirigir o navio, podemos
contratar o comandante para levar o navio pelos mares. Mas, se precisarmos da
sabedoria, de saber o que é o amor, a razão? Essas faculdades não podem ser
encomendadas nas lojas virtuais ou aos personals. Os outros não conseguem
pensar por nós, amar por nós. Não podemos contratar um filósofo para pensar por
nós. Outros podem até dizer que determinadas questões devem ser a nossa razão,
mas só nos apresentam razões para se aproveitarem de nós. Temos de ter
consciência para sabermos qual a razão é melhor para a nossa presença no mundo.
Se contrato alguém para definir essa razão, certamente serei enganado, pois a
razão a ser apresentada pelo Outro não será a minha, a não ser que a tenhamos
procurado juntos, sem negociata que envolva pecúnia.
Outras pessoas não podem amar por nós. Nós mesmos precisamos
aprender a pensar. Somos nós que dirigimos o nosso pensamento. Não podemos
entregar os nossos pensamentos para os outros. E, quando deixamos os outros
pensarem por nós, permitimos que sejamos dominados. Com a Arte,
identificamo-nos uns com os outros, sentimo-nos pertencentes à Civilização,
descobrimo-nos iguais.
A Arte é a melhor forma que o homem
encontrou de se ajustar ao mundo, de ser um elemento belo, deixar de ser um
animal. Um animal simplesmente anda, come, briga e mantem-se atento para evitar
ser extinto. Os indivíduos podem criar. Aquilo que criamos pertence a todos.
Todos podem ouvir a mesma música, podem curar as doenças com remédios, podem
fazer churrasco ou feijoada que outros inventaram. Somos humanos justamente por
criarmos e inventarmos e, com nossas criações, invenções e descobertas,
sentirmos alegria ao desfrutarmos desse desvendamento. A Arte nos emociona,
alerta, nos ajusta ao mundo. Principalmente, intuindo, fazendo e desfrutando da
Arte.
Assim, vamos tocando o que chamamos
de Civilização. A Civilização é a descoberta de maneiras para que possamos
viver em ordem, bem governados e desfrutando das belezas da natureza e das
criações humanas.
Inventemos para nossa própria
alegria e para criação de harmonia com tudo que está à nossa volta. A Arte articula
a harmonia, torna prazerosa a forma de estarmos presentes e juntos no Universo.
No entanto, para que exista a criação é preciso que possamos imaginar a partir
daquilo que vivemos e sentimos aplicando as nossas próprias experiências. Não
sentimos emoção diante da Arte se não temos interesse em compreender a própria
vida.
A Arte e a experiência de viver se
complementam. Vivo melhor se convivo e entendo a Arte; entendo melhor e faço
melhor a Arte se vivo bem e entendo as outras pessoas e tudo mais com que me
envolvo. Com o vento, a água, o pote de mel sobre a mesa. Uma pessoa
desajustada não tem interesse por um quadro, prefere rasgá-lo a contemplá-lo.
Uma pessoa que não achou seu tempo, prefere partir os relógios para não
desfrutar das horas boas, pois só conhece as ruins.
Uma pessoa feliz, que ouve uma
música, compreende que ela é bela e que a vida, independente de apresentar
dificuldades, é gloriosa. Se trocamos socos não estamos fazendo uma obra de
arte. Só podemos trocar socos dentro da Arte e só com a Arte nos humanizamos. Nessa
troca, a Humanidade sai fortalecida. A Arte é imitação da vida. Quando vemos a
Arte imitando a vida, nós questionamos se aquilo que está sendo imitado é bom
ou é um ato vergonhoso, de desonra da nossa vida no mundo. A Arte ajuda as
pessoas a compreenderem e a ordenarem a sua presença no mundo. A Arte nos ajuda
a tornar melhor, a cada dia, a nossa casa, que é o Mundo. Inventamos as horas e
belos relógios para desfrutarmos melhor do nosso tempo.
Não deixemos de conhecer, de
perguntar, de responder e de participar. Ficar quieto esperando as coisas
entrarem por nossa porta é antecipar a tristeza e até mesmo permitir-se ser
extinto. Nada aparece se não buscamos, se não construímos, se não inventamos.
O ovo vai deixando de ser ovo. Não sei como ele é produzido se
faço a sua encomenda numa mercearia, se já surge para mim envolto no pão. Conhecer
e fazer nos mantém vivos e satisfeitos uns com os outros. Se você é filho,
desfrute a rua, o galinheiro, o céu, os livros, com seus pais. Se você é mãe ou
pai, avó ou avô, desfrute com seu filho a rua, o céu, os livros, os caminhos. Mostre
para ele o galinheiro, mostre onde são descartadas as fezes dos animais. Permanecer
no caminho é a única forma de mantermos viva a esperança. Não permita que o
outro cumpra o que você deseja, que outro apresente a sua razão. Não temos como
pagar outra pessoa para ser feliz por nós. A razão que encontramos à venda é a
que nos oprime.
Temos de cumprir as nossas tarefas para que nos sintamos partes,
integrados e felizes, pois não estávamos presentes no momento da construção. Ao
desempenharmos tarefas cotidianas, seja de fazer Arte ou colher ovos nos
ninhos, sentimo-nos participantes, integrados e capazes de pensar ajustes nas
condições de existirmos. Isso é ser revolucionário. Ser revolucionário é querer
que a vida seja boa para todos ― sem subterfúgios, enganações, opressões e
escravizações. Ser revolucionário envolve trabalho para que todos possam passar
pelos mesmos caminhos. Por isso os opressores inibem a presença da Arte: visam
inibir a percepção da liberdade.
Ampliamos nossa percepção através da
Arte. Com a Arte, habilitamo-nos a sentir e a nos harmonizarmos. Habilitamo-nos
a perceber e interpretar o que está em nosso entorno. Ao conseguirmos perceber,
criamos a nossa liberdade.
A nossa presença no mundo é temporária e não podemos nos perder
trancados, truculentos, ultrapassados como nossos antepassados trogloditas, por
não querermos mudança, não querermos nos ajustar, não conseguirmos alcançar a
sabedoria. A sabedoria é uma coisa muitos simples. É só fazer o que não
prejudica outra pessoa. E são muitas coisas que sobram para fazermos para que
todos possam ser felizes. A nossa felicidade, então, depende da felicidade do
outro. O indivíduo infeliz destrói tudo. O indivíduo ajustado ao mundo é feliz
e deseja que tudo esteja em harmonia à sua volta!
1.
PAZ,
Octavio. O Arco e a lira in La casa de la presencia, Galaxia
Gutenberg, Barcelona : Espanha, 1999.
27 de junho de 2026
O trabalho de Siron Franco
Como não vivo
e não vivi em Goiânia, não convivi com a obra de Siron Franco nem com o pintor
enquanto pessoa física e ser social. Não é só como contemporâneo e conterrâneo
que admiro Siron Franco, mas pelo espasmo de exatidão crítica ao estranho que
exala de cada um de seus trabalhos.
Tenho dois
livros sobre sua obra e uma reprodução de um trabalho que retrata a cabeça de
um animal por ele inventado a partir de suas experiências com o estranho. Certa
vez comprei um tabloide, não me lembro qual, e esse trabalho vinha como
encarte. Está em minha sala. Trata-se da figura de uma cabeça de animal em
desenho limpo no formato de fotografia para eliminar o sentido da invenção
artística. Essa enganosa fotografia parece colada sobre desenhos rupestres. Se
num tamanho A4 já assusta, imagine se ela ocupasse alguns metros de uma parede
como habitualmente os trabalhos de Siron Franco ocupam.
Estive com
meus filhos ainda crianças numa montagem de Siron Franco na Caixa Econômica de
Brasília. Na mesma Caixa de Brasília, assisti a uma palestra por ele proferida
com espontaneidade e resistência. Ali nos cumprimentamos, mas encontro fortuito
insuficiente para aprofundar qualquer discussão ou relação. Na exposição,
estavam expostos grandes tanques de petróleo num ambiente escuro. Cubos menores
também com petróleo formavam uma espécie de labirinto. Os meus filhos
retornaram para casa cheios de manchas nas roupas, mas plenos de expressões que
tentavam compreender a montagem. Não sei se era mais assustador aqueles
recipientes com centenas de litros de petróleo ou a sala, em outra exposição,
com centenas de litros de tinta, de Anish Kapoor. É o destino de querermos o
acúmulo. Mas o acúmulo não torna ninguém mais sábio nem rico, nem é mais belo
do que a beleza do que está no mínimo.
Talvez a maior
exposição do Siron que eu tenha visitado seja a que foi montada na Vila
Cultural Cora Coralina, em Goiânia. Tive o privilégio de visitá-la em companhia
da poeta Maria Abadia Silva, que conviveu com o pintor, é sua amiga e conhece a
sua família, o ateliê e a obra. Nem essa convivência acalma a poeta da presença
intimidadora da obra.
A exposição foi
dividida em três espaços. O primeiro dedicado à ditadura, onde o corpo humano fica
exposto à violência. Lembrou-me as minhas leituras sobre a inquisição. O quadro
sobre a Guernica repressiva corrói-nos a alma, o ânus, a genitália. Há rostos
apagados, recortados, rostos que não enxergam, indiferentes, omissos, outros
que apresentam visões duplas ou deturpadas ou olha. Há cortes de carne humana
em ágapes de repressores. Não precisamos da inteligência artificial para nos
amedrontarmos, pois quem precisa de extensão para ver é aquele que não sabe e
nem é confiante. Qual a nossa vesguice diante da violência repressiva e dos
canais que inutilizam a nossa presença e sabedoria? Se oportunistas políticos ― querendo ampliar a própria imagem ― comparecerem prometendo mãos pesadas, Siron Franco
recortará as cabeças que orientam essas mãos de carrasco e as denunciará em seu
trabalho.
O segundo espaço
é dedicado ao acidente do césio, que levou Goiânia ao medo e à imprensa
internacional. Foi uma experiência nefasta de descaso da administração para
lidar com material radioativo. Siron Franco expõe a roupa esvaziada da primeira
vítima. Esvaziada, pois quem desaparece não ocupa mais espaço. Mas somos todos
vítimas, pois todos estamos expostos e envergonhados numa realidade deformada.
Quando imaginamos espaços civilizados não podemos ver corpos venezuelanos
apodrecendo na calçada, o corpo de Lázaro sendo jogado como um saco num
camburão ou valas sendo abertas para cadáveres da pandemia serem atirados em
sepultamentos coletivos.
Para
atravessarmos para o terreno das madonas, deparamo-nos com um vasto mar, com
seu azul acolhedor que ladeia um mínimo barco, quase invisível ― é de imigrantes, que, certamente, irão morrer na
praia. Nem tudo que vemos envolve áurea turística, pode muito bem ser uma fuga
com destino incerto e de possíveis fatalidades. E está lá, em outra obra ― essa menor ―, a criança de borco na areia. Todos os visitantes
passam, e, após a passagem, possivelmente, ninguém vá chorar ou sentir
repugnância. Talvez o visitante até admire o barquinho como nódoa de beleza na
imensidão do céu e do mar. O céu e o mar sempre são imaginados para acolher com
beleza e não para acolher fatalidades. Mas há fatalidades, sobretudo a do
barquinho da amplidão da tela de Siron Franco, que não são ocasionadas pela
natureza.
Chegamos ao
último espaço, com as madonas. Algumas severas. Há erotismo. Mas tudo se dilui,
e se acalma em cores estreladas em fundos monocromáticos. Vamos nos apaziguar
na presença dos últimos trabalhos.
Voltamos ao
exterior e vemos numa estrutura de Siron Franco que braços pretos e brancos, enlaçados
como formigas que se apoiam umas nas obras para formar uma corrente levadiça,
se contorcem uns dentro dos outros para subirem em redenção rumo aos céus, pois
não podemos ficar eternamente num universo de diluição dos corpos pela
violência, seja ela de má-fé administrativa, por totalitarismos ou pelos mais
diversos colonialismos. Precisamos de alcançar ascensão para escape da
degradação civilizatória.
Siron Franco é
nosso ser sagrado. Não se detém aos aspectos físicos do homem de sua região. As
suas figurações são frias, quase como recortes de madeira, sem identificação
regional das imagens. Não lhe interessa descansar numa paisagem, usufruir de um
pub chic, mas apreender e expressar, incansável e ininterruptamente, em
leituras duras. Mas de beleza eterna. Siron cria nosso espelho enquanto seres
susceptíveis de naufragar. Mas um país que tem quem nos obriga a nos
enxergarmos é passível de redenção.
A minha
primeira experiência com a arte foram os bustos de cerâmica produzidos por Manoel
Natal de Siqueira postos a secar na calçada em frente à sua casa, que, por
coincidência, também era a minha rua, em Silvânia. Bustos esses descolados de
qualquer corpo e que viriam a surgir na arte de Siron aos milhares. Dos bustos
da calçada só me lembro do que retratava Pelé, que se encontrava no auge da
carreira. Em Siron Franco, os bustos manifestam-se sem identidade. Não se
assemelham a Pelé, ao Vivinho ou ao Pe. Januário.
Não sou um
expert em arte. Mal compreendo alguns rudimentos da literatura. Por escassez de
dinheiro e também por não me preocupar e me incomodar nas viagens, nunca estive
em museus europeus ou no Moma de Nova Yorque. No entanto, sempre que pude e
posso, busco conhecer museus e exposições. Visitei o Museu de Fernando Botero,
na Colômbia, e de Oswaldo Guayasamín, no Equador. Lamento não ter ido conhecer
obras de Frida Khalo quando estive no México. Procurei visitar as obras
de Portinari em Lençóis (SP) quando visitei aquela cidade. Sempre que incluem
uma peça de Maria Martins nalguma exposição a mim acessível não deixo de
comparecer para apreciá-la.
Por
incompetência, não me atreverei a fazer associações da obra de Siron com a
tradição da arte mundial. Todos esses artistas nascem do milagre de estar
presente numa realidade de estranheza. Guayasamín estende as mãos numa
súplica eterna, convidando-nos a estarmos próximos: oferece-te. O
chamado de Botero: amplia-te e desnuda-te para ocupação do que te pertence.
Siron Franco, oferecendo a ascensão, mantém aceso o alerta: cuida-te, senão
serás recortado e parte de te será ofertada numa ceia nefasta.
16 de março de 2026
Oscar 2026
24 de fevereiro de 2026
A importância da Arte para a liberdade
Para que nós escrevemos? Desenhamos? Assistimos filmes? Ouvimos música? Por que nós nos preocupamos com essas criações que sempre foram chamadas de Arte? A vida em si mesma não é suficiente para justificar a nossa presença na Terra? Não seria suficiente olharmos o rio ou ficarmos observando as mudanças que acontecem constantemente no céu? Irmos às compras nas feiras e nos shoppings? Qual a diferença da beleza da arte em comparação com a beleza de tudo que pertence à natureza? Qual a diferença de uma briga na rua de um desenho sobre a guerra ou fotos de pessoas soterradas?
Uma pedra que encontramos na
natureza, por mais que ela se pareça com um cavalo ou com a cabeça de um dragão,
ela não é uma obra de arte. O desenho de uma folha de árvore numa pedra, se não
tiver sido feito por uma pessoa, também não é uma obra de arte.
Para ser uma obra de arte, o objeto
tem de ter sido criado pelas mãos de uma pessoa e com a intenção de dar um
significado que possa ser interpretado. Mas já não basta as formas e os objetos
que existem no mundo? Temos de criar outros?
Devemos estar atentos a essas
questões. Quando fazemos e entendemos obras de Arte, nós estamos desvendando os
próprios mistérios da vida. As obras de arte aumentam a nossa capacidade de
perceber as pessoas e o ambiente que habitamos. A arte nos ajuda a tornar nossa
casa mais bela; com a Arte, nossa roupa nos torna mais elegantes, ajusta-se
melhor à forma de nosso corpo. Com a Arte, apresentamo-nos muito mais
elegantes. Quem não entende as obras de arte passa a ser apenas matéria a se
deteriorar no mundo, pois não consegue entender essa troca, esse ajuste de
nosso corpo com elegância, beleza, felicidade, com os demais elementos que
estão à nossa volta. A nossa presença não se justifica só pelo corpo, as
roupas, mas, sobretudo, pelo que contribuímos, intuímos, descobrimos e
imaginamos. A Arte é o resultado da
execução daquilo que imaginamos.
Octávio Paz, poeta mexicano que
ganhou o Prêmio Nobel de 1990, aponta logo na abertura de seu livro O arco e
a lira as várias razões positivas para a existência da Poesia. Essas razões
podem ser aplicadas à Arte.
A poesia é
conhecimento, salvação, poder abandono. Operação capaz de mudar o mundo, a
atividade poética é revolucionária por natureza; exercício espiritual, é um
método de libertação interior. A poesia revela este mundo; cria outro. Pão dos
eleitos; alimento maldito. Isola; une. Convite à viagem; regresso à Terra
natal. Inspiração, respiração, exercício muscular. Súplica ao vazio, diálogo
com a ausência, o tédio, a angústia e o desespero a alimentam. Oração, litania,
epifania, presença. Exorcismo, esconjuro, magia. Sublimação, compensação,
condensação do inconsciente. Expressão histórica de raças, nações, classes.
Nega a história; em seu seio ficam solucionados todos os conflitos objetivos e
o homem adquire, finalmente, consciência de ser algo mais que trânsito.
Experiência, sentimento, emoção, pensamento não-dirigido. Filha do acaso; fruto
do cálculo. Arte de habitar uma forma superior; linguagem primitiva. Obediência
às regras; criação de outras(1).
Podemos notar que a Arte, como diz Octavio Paz, atribui
identidade aos indivíduos e às Civilizações. A filosofia, a Arte, as tatuagens,
nossos cortes de cabelos, as ciências, tudo que absorvemos para nos mostrarmos,
contribui para formação de nossa identidade. O que é identidade? É a forma de
existirmos, de nos postarmos diante do mundo, com consciência. (Postar é
ficarmos num lugar onde podemos ser vistos. Por isso, postamos na internet –
para que as nossas manifestações sejam vistas. E nossa presença no mundo
precisa ser como as nossas postagens – sermos vistos na forma que nos postamos
no mundo. Muitos nos enganam, pois se mostram (se postam) em formas que não
correspondem ao que são na realidade. Tornamo-nos mentira quando nos
identificamos com indivíduos que se postam disfarçados para nos traírem.)
Com a arte, o homem
aprende que precisa viver contradições e deixar sua marca, tornando sua
presença permanente. Mas, uma permanência consciente, com domínio da própria
existência. O indivíduo que não adquire os rudimentos para ser consciente não
tem domínio sobre a própria vida, pois não se posta como desejava. Se não é
consciente, engana-se na forma de se manifestar, podendo trair a si mesmo.
Lembremos de Sócrates. Ele não escreveu nenhum livro. Ele
ensinava filosofia nas ruas da Grécia antiga. E não cobrava nada pelas aulas.
Assim, às vezes ele ficava até sem calçado. Xantipa, a mulher dele, fechava a
casa para seus amigos não entrarem. Todos gostavam de suas conversas
filosóficas, mas consumiam tudo que estivesse na casa e não pagavam nada por
isso. Xantipa dizia: você precisa ganhar dinheiro. Ele respondia que não
precisava de dinheiro: “São tantas as coisas de que não preciso”, ele dizia. O dinheiro
compra até as coisas que não precisamos.
Sócrates diz que algumas coisas o homem não pode pedir aos outros
e muito menos pode comprar no mercado. Por exemplo, se for para cozinhar,
podemos pagar ao cozinheiro para cozinhar. Se for para dirigir o navio, podemos
contratar o comandante para levar o navio pelos mares. Mas, se precisarmos da
sabedoria, de saber o que é o amor, a razão? Essas faculdades não podem ser
encomendadas nas lojas virtuais ou aos personals. Os outros não conseguem
pensar por nós, amar por nós. Não podemos contratar um filósofo para pensar por
nós. Outros podem até dizer que determinadas questões devem ser a nossa razão,
mas só nos apresentam razões para se aproveitarem de nós. Temos de ter
consciência para sabermos qual a razão é melhor para a nossa presença no mundo.
Se contrato alguém para definir essa razão, certamente serei enganado, pois a
razão a ser apresentada pelo Outro não será a minha, a não ser que a tenhamos
procurado juntos, sem negociata que envolva pecúnia.
Outras pessoas não podem amar por nós. Nós mesmos precisamos
aprender a pensar. Somos nós que dirigimos o nosso pensamento. Não podemos
entregar os nossos pensamentos para os outros. E, quando deixamos os outros
pensarem por nós, permitimos que sejamos dominados. Com a Arte,
identificamo-nos uns com os outros, sentimo-nos pertencentes à Civilização,
descobrimo-nos iguais.
A Arte é a melhor forma que o homem
encontrou de se ajustar ao mundo, de ser um elemento belo, deixar de ser um
animal. Um animal simplesmente anda, come, briga e mantem-se atento para evitar
ser extinto. Os indivíduos podem criar. Aquilo que criamos pertence a todos.
Todos podem ouvir a mesma música, podem curar as doenças com remédios, podem
fazer churrasco ou feijoada que outros inventaram. Somos humanos justamente por
criarmos e inventarmos e, com nossas criações, invenções e descobertas,
sentirmos alegria ao desfrutarmos desse desvendamento. A Arte nos emociona,
alerta, nos ajusta ao mundo. Principalmente, intuindo, fazendo e desfrutando da
Arte.
Assim, vamos tocando o que chamamos
de Civilização. A Civilização é a descoberta de maneiras para que possamos
viver em ordem, bem governados e desfrutando das belezas da natureza e das
criações humanas.
Inventemos para nossa própria
alegria e para criação de harmonia com tudo que está à nossa volta. A Arte articula
a harmonia, torna prazerosa a forma de estarmos presentes e juntos no Universo.
No entanto, para que exista a criação é preciso que possamos imaginar a partir
daquilo que vivemos e sentimos aplicando as nossas próprias experiências. Não
sentimos emoção diante da Arte se não temos interesse em compreender a própria
vida.
A Arte e a experiência de viver se
complementam. Vivo melhor se convivo e entendo a Arte; entendo melhor e faço
melhor a Arte se vivo bem e entendo as outras pessoas e tudo mais com que me
envolvo. Com o vento, a água, o pote de mel sobre a mesa. Uma pessoa
desajustada não tem interesse por um quadro, prefere rasgá-lo a contemplá-lo.
Uma pessoa que não achou seu tempo, prefere partir os relógios para não
desfrutar das horas boas, pois só conhece as ruins.
Uma pessoa feliz, que ouve uma
música, compreende que ela é bela e que a vida, independente de apresentar
dificuldades, é gloriosa. Se trocamos socos não estamos fazendo uma obra de
arte. Só podemos trocar socos dentro da Arte e só com a Arte nos humanizamos. Nessa
troca, a Humanidade sai fortalecida. A Arte é imitação da vida. Quando vemos a
Arte imitando a vida, nós questionamos se aquilo que está sendo imitado é bom
ou é um ato vergonhoso, de desonra da nossa vida no mundo. A Arte ajuda as
pessoas a compreenderem e a ordenarem a sua presença no mundo. A Arte nos ajuda
a tornar melhor, a cada dia, a nossa casa, que é o Mundo. Inventamos as horas e
belos relógios para desfrutarmos melhor do nosso tempo.
Não deixemos de conhecer, de
perguntar, de responder e de participar. Ficar quieto esperando as coisas
entrarem por nossa porta é antecipar a tristeza e até mesmo permitir-se ser
extinto. Nada aparece se não buscamos, se não construímos, se não inventamos.
O ovo vai deixando de ser ovo. Não sei como ele é produzido se
faço a sua encomenda numa mercearia, se já surge para mim envolto no pão. Conhecer
e fazer nos mantém vivos e satisfeitos uns com os outros. Se você é filho,
desfrute a rua, o galinheiro, o céu, os livros, com seus pais. Se você é mãe ou
pai, avó ou avô, desfrute com seu filho a rua, o céu, os livros, os caminhos. Mostre
para ele o galinheiro, mostre onde são descartadas as fezes dos animais. Permanecer
no caminho é a única forma de mantermos viva a esperança. Não permita que o
outro cumpra o que você deseja, que outro apresente a sua razão. Não temos como
pagar outra pessoa para ser feliz por nós. A razão que encontramos à venda é a
que nos oprime.
Temos de cumprir as nossas tarefas para que nos sintamos partes,
integrados e felizes, pois não estávamos presentes no momento da construção. Ao
desempenharmos tarefas cotidianas, seja de fazer Arte ou colher ovos nos
ninhos, sentimo-nos participantes, integrados e capazes de pensar ajustes nas
condições de existirmos. Isso é ser revolucionário. Ser revolucionário é querer
que a vida seja boa para todos ― sem subterfúgios, enganações, opressões e
escravizações. Ser revolucionário envolve trabalho para que todos possam passar
pelos mesmos caminhos. Por isso os opressores inibem a presença da Arte: visam
inibir a percepção da liberdade.
Ampliamos nossa percepção através da
Arte. Com a Arte, habilitamo-nos a sentir e a nos harmonizarmos. Habilitamo-nos
a perceber e interpretar o que está em nosso entorno. Ao conseguirmos perceber,
criamos a nossa liberdade.
A nossa presença no mundo é temporária e não podemos nos perder
trancados, truculentos, ultrapassados como nossos antepassados trogloditas, por
não querermos mudança, não querermos nos ajustar, não conseguirmos alcançar a
sabedoria. A sabedoria é uma coisa muitos simples. É só fazer o que não
prejudica outra pessoa. E são muitas coisas que sobram para fazermos para que
todos possam ser felizes. A nossa felicidade, então, depende da felicidade do
outro. O indivíduo infeliz destrói tudo. O indivíduo ajustado ao mundo é feliz
e deseja que tudo esteja em harmonia à sua volta!
6 de janeiro de 2026
Uma leitura de Robert Walser
30 de dezembro de 2025
Leitura para melhoria da prática e da participação política
22 de dezembro de 2025
A poesia de Simone Bacelar
18 de dezembro de 2025
ATIVIDADES DE SALOMÃO SOUSA EM 2025
17.12 – compareci ao Bar
Pardim para o lançamento do livro Quase em quase tudo, do amigo José
Sóter, que também estava comemorando os 72 anos de idade. Longas conversas com
a poeta Irmana Almeida.
8.12 – Compareci ao bar Beirute para o relançamento do livro Águas de Mina, da amiga Tita Lima, agora reeditado com desenhos de Evandro Salles.
5.12 – Compareci à CAIXA Cultura com meu irmão José Aparecido, sua esposa Maria das Dores e meu sobrinho Gabriel para uma exposição de arte. Sempre desejei presenciar a peça "O impossivel", de Maria Martins, a única artista surrealista brasileira. Fui surpreendido ao me deparar com a obra. Só que ainda não é a obra definitiva. Trata-se de uma pré-noldagem, que se encontra numa coleção particular. Pesquisando sobre a obra, descobri que existem pelo menos três exemplares dela. Mas podem existir outros exemplares, pois nenhum especialista esclarece se o que está no Itamarati é uma pré-moldagem ou original. Portanto, essa obra fundamental da cultura mundial merece um mapeamento mais definitivo. São realmente três exemplares originais e quantos existem que são pré-moldagem? Adoro essa obra ainda mais por esse mistério. E adoro pelo impacto. Os tentáculos violentos da complementariedade das relações humanas. Fica a sugestão de tema de uma tese universitária que pesquise essas questões e possamos ter certeza sobre essa obra maravilhosa.
5.12 - Compareci à livraria Travessa, no Brasília Shopping, para o lançamento do primeiro romance de Gina Marini, filha do meu grande amigo Roberto Nogueira.
28.11 – Realizada eleição para a nova diretoria da Academia de Letras, Artes e História de Silvânia (ALAHS). Fui eleito como vice-presidente na chapa liderada pelo amigo Rubens Vieira.
20.11 - As visitas enriqueceram meu dia. Diego Mendes Sousa , Altair e Antonio Miranda. Em conjunto, promovemos um sarau de poesia com crianças amigas daqui de minha rua. Muito muito animado. As crianças depois aclamaram na rua: Queremos o Salomão. Não tem nada mais gratificante do que a amizade e a cortesia com as crianças.
14.11 – Compareci a Silvânia para participar da Sessão Solene da Câmara Municipal de Silvânia, ocasião em que V.S.ª receberá o Título de Cidadania Silvaniense. Nasci na fazenda Calvo, que do lado que fica no município, mas fui registrado em Vianópolis. Como toda minha relação de cidadania foi com Silvânia, o título confirma essa relação. Fiquei muito feliz com a distinção. Na oportunidade, em razão da mesma situação, foi concedido o título ao meu irmão Miguel Pedro Neto. Agradecemos aos familiares que compareceram e ao vereador Almiro da faixa, que apresentou a proposição de concessão do título a mim e ao meu irmão. Repeti, na oportunidade, minha fala sobre pertencimento. Tenho insistido no tema, pois as pessoas estão e comparecem, mas se ausentam, pois só a presença física não é pertencimento.
12.11 – Participei da reunião de diretoria da Academia de Letras do Brasil, oportunidade em que abrimos uma vaga de um confrade que está há mais de 10 anos sem contato com a academia. Convocamos nova reunião para eleição de escritor para a referida vaga e de quatro correspondentes estrangeiros, entre outras homologações.
7.11 – Acompanhado da Francisca Andrade, minha esposa, comparecemos ao Chá Literário da creche CEPI Paineira, que fica na Samambaia, cidade satélite de Brasília, onde estuda minha bisneta Liz Cristina. Muita historinha e palmas. Palmas para a bisneta. E agradeço a oportunidade de ler um poema de minha autoria para os familiares e de falar sobre a necessidade de pertencimento para sermos acolhidos. Se nada fazemos não somos acolhidos.
8.11 – Saiu na revista da Academia de Letras do Brasil, nº 14, o meu artigo A negação de compromisso com o amor.
7.11 – Compareci ao Beirute para o lançamento dos livros O escrevente do chão e O almanaque da Parnaíba, que se juntam a outras 15 obras já escritas e publicadas pelo amigo Diego Mendes Sousa . Confraternização maravilhosa com a sua esposa Altair, Francisca Andrade, Roberto Nogueira e tantos outros amigos. A poesia de Diego Mendes Sousa é espontânea, oportuna, e o poeta traz forte presença e age de forma aglutinadora de amizades e de fronteiras harmonizadores da poesia. Seu novo livro vem enriquecer o humanismo, pois essa é a missão da poesia.
6.11 – Compareci à Associação Nacional de Escritores para assistir a palestra Literatura, Direito e Justiça em Eça de Queiroz, proferida pelo sócio Arnaldo Godoy.
23.10 – Recebi a visita da poeta Maria Coeli, acompanhada de sua filha Maria Paula Taunay. Maria Coeli é minha amiga desde os anos 1980, quando fizemos a antologia Em Canto Cerrado, e ela participou com seus poemas.
22.10 – Compareci ao bar Beirute para o lançamento do livro Nada mais, do amigo José Carlos Peliano. Na oportunidade, reencontro com os amigos Nilce Santos, Anderson Braga Horta, Antonio Carlos Queiroz e Nicolas Behr. Deu na mídia:
“Inspirado na lírica de Neruda, Peliano transita por diferentes manifestações do ardor: o amor exacerbado, o entusiasmo da paixão, o desejo como força criadora. No entanto, evita o sentimentalismo fácil, optando por uma linguagem que combina força emocional e precisão poética. Em versos como “as paixões e os versos de Neruda, vinham dos voos claros das manhãs, (onde ave por ave o dia desnuda, cores e sons de mil Aldebarãs)”, do poema Confesso que entendi, percebe-se a musicalidade e a inventividade do autor ao dialogar com seu mestre, sem jamais imitá-lo.”
16.10 – Compareci à Associação Nacional de Escritores para assistir a palestra do escritor João Bosco Bezerra Bomfim sobre Arte Verbal do Cordel: pelejas na marginalidade à patrimônio do Brasil. O tema faz parte de minha, pois as minhas primeiras leituras foram folhetos de cordel, ainda na zona rural. Depois tive um Grande amigo especialista no assunto: Altimar Pimentel, que já faleceu, e escreveu resenha carinhosa sobre um dos meus livros de poesia.
O palestrante fez leitura do folheto A chegada de Lampião no Inferno, de José Pacheco, com subsequente análise da peça, que termina assim:
Leitores vou terminar
muito embora que não possa
vos dá maiores explicação
no inferno não ficou
no céu também não chegou
por certo está no sertão
Quem duvidar desta história
pensar que não foi assim
querer zombar do meu eu
não acreditando em mim
vá comprar papel moderno
e escreva paro o inferno
mande saber de Caim.
14.10 – Compareci ao Teatro do SESC, da 504 Sul, em Brasília, para uma tarde recheada de poesia, cantigas e histórias que aqueceram a alma para “celebração da arte da escrita e ouvir belas histórias.” Participei com poesias de minha autoria e “Ismália,” de Alphonsus o de Guimaraens.
10.10 – Não pude comparecer à reunião da Academia de Letras, Artes e História de Silvânia (ALAHS) para lançamento do novo número da revista da Academia, na qual publiquei um artigo denominado O muramento do amor. Agradeço à minha irmã Rosa Abreu por me representar no evento e por apresentar a minha mensagem. Na mensagem, eu ressalto que “temos de saber reconhecer e combater os discursos estúpidos e as ações lesivas à cidadania. Os discursos estúpidos, que batem à nossa porta e aparecem sempre que ligamos o celular, não se importam de levar as pessoas à fome, à morte, ao desemprego, ao abandono social. Acreditemos na nossa ação, no nosso conhecimento, nos nossos desejos. “ A notícia do evento saiu no jornal A Voz, de Silvânia.
10.10 – O poeta Rogério Salgado, amigo de Belo Horizonte, teve a gentileza de publicar no Jornal Nova Suissa e Adjacências, de Belo Horizonte, artigo sobre meus dois últimos livros (Certezas para as madressilvas e Bifurcações). Rogério é uma das vozes mais ativas da cena literária da minha geração. Marcou a história da poesia com o projeto o Saco, que distribuía poesia em sacos de pão. Tenho orgulho enorme de ser amigo e de ele sempre ter me incluído em seus projetos. Agradeço e desejo forças para que ele continue escrevendo poesia e ativando a cena cultural de BH, quiçá do Brasil.
7.10 - Participamos da reunião da Academia de Letras, Artes e História Alahs Silvânia de preparativo do lançamento do novo número de sua revista. Sempre digo: O que me anima é estar junto com pessoas com as mesmas afinidades e ideais. Essas reuniões, só em nos vermos e expressarmos vontade de fazer a cultura, é um alento enorme. Participantes da reunião: Valdir Antônio Rosa, Edmar Cotrim, Cida Sanches, Carmem Auxiliadora, Alessandra Nascimento, Luzo Gonçalves dos Santos e Gessilma de Sousa e Silva.
28.9 – A poeta e amiga Angélica Tores me encaminhou por mensagem suas impressões sobre meu livro Certezas para as madressilvas:
o título adianta: prepare o seu coração pras coisas que eu vou contar. Por suas certezas as madressilvas devem estar gratas.
As distâncias entre as imagens, o avesso do que se deveria esperar trazem esse estado de coisas que se podem chamar de inesperadas, por isso, em somas de interrogações e de aproximações naturais, ou espontâneas.
O verso do verso do verso. O tom solene, quase grave, abrandado pelos ventos, personagem muito presente, que areja as covas onde todos nos encontrávamos naqueles idos finados, para alívio nosso. Por enquanto, ao menos.
Salpiquei vários de estrelas e exclamações, pra marcar o momento dos que me tocaram fundo. E versos lapidares também, rodeados de grifos, sem cerimônia.
A vida tem dessas coisas... qdo tudo parece nos forçar à mudez, ou aos muitos impropérios, brotam mundos nunca dantes imaginados.
Sorte nossa? Com certeza de madressilvas, sim.
Bem, é só pra dizer que demorei, mas li e gostei.
Bjos da amiga
27.9 - Fui rever pela quarta vez o filme Paris, Texas, do cineasta alemão Wim Wenders. O filme retorna aos cinemas remasterizado após 40 anos que foi premiado em Cannes. É nostálgico, poético, contemplativo. A música minimalista de Ry Cooder acentua o vazio, arrebenta cordas tensas que por acaso se estirem dentro do espectador. É um dos filmes de minha predileção, pela poeticidade, pela melancolia, pela certeza da compreensão de que a vida não é completude. Muito pelo contrário, a vida é muito mais busca e desencontro. Pode não ser o melhor filme de Wim Wenders. Outros preferirão "Asas do desejo", "Alice nas cidades" ou algum outro. Prefiro todos. Como dizia meu amigo Herondes Cezar: Wim Wenders e aprendendo. Quem não tiver visto, é oportunidade. É um desafio. É experiência de atravessar o deserto.
18.9 – Falecimento do grande amigo Viriato Gaspar, que compareceu no meu último lançamento e foi sorteado com a gravura original do Beto Nascimento para a capa do meu livro Certezas para as madressilvas. Ele publicou três livros neste ano, antes de falecer. E, entre os amigos que dedica o Fragmentos de mim, vem o meu nome.
FALARMES
Algumas vezes flor; outras, só chão
Instantes só luar, noutros, malogro.
Algumas horas, mel; outras, vulcão.
Águas mansas assim, mas logo fogo.
Certos dias é o lar, noutros, navio,
um barco bem pra lá da imensidão.
Com cobertor de lã, mas logo o frio,
oceano exilado no sertão.
Um dia apenas névoa, chuva fina,
lucidez, mansidão, só brisa e beira.
Outros dias pregões, ferrões, buzinas,
balbúrdia de botecos e de feiras.
O vão entre o estancar e o solavanco.
Um náufrago à mercê da folha em branco.
16.9 - Tirei um tempinho para o encontro, na livraria Sebinho, da Academia de Letras de Brasília com o eacritor russo Vadim Terekhin, novo sócio da ALB. Com Marcos Freitas, Kori Bolivia e Flávio Kothe . Estava gripado e fui uma péssima companhia, mas não poedia deixar de estar com os amigos e com o escritot russo.
8.9 - Fui ao cinema assistir o filme O retorno, baseado na Odisseia de Homero. Adaptação livre da chegada de Ulisses a Ítaca. Uma crítica da estupidez da guerra, como bem diz Bárbara Tuchman. A guerra desordena até a casa de quem sai vitorioso. Filme lento, com muitos atores que não se encaixam na narrativa, pouca poeticidade para ser baseado em Homero. Só a Juliete Binoche aparece bem. O filme antecipa o que Nolan ewstá gravando sobre Homeor e que será lançado no próximo ano (2026, mas o Trump pode querer mudar o calendário).
5.9 - Participamos da reunião da Academia de Letras Artes e História de Silvânia - Alahs Silvânia. Estar com amigos, pares dos mesmos ideais, aumenta a nossa fé no mundo, põe esperança e fogo no coração. Grande abraço ao presidente Valdir Antonio Rosa , ao Edmar Cotrim, á Cida Sanches , à Carmem Auxiliadora , ao Antônio Pires, e Márcia Lenza. As histórias pessoais se cruzam e formam aquilo que somos, desejamos e, por isso, seguimos em frente, às vezes desconfortáveis com os espinhos, mas abrindo caminhos. Ninguém chega a lugar algum vivendo trancafiado no ódio, com indiferença por onde o seu semelhante andará. Construímos a paz nos vendo de frente. E nos olhamos.
16.8 – Recebi a visita do amigo Antonio Miranda. Trata-se do amigo que mais me visita ultimamente. Sempre após o almoço, quando estou numa lombeira danada. Nessa visita, tive até o direito de cochilo diante dele, pois estivemos juntos durante três horas. O Antonio Miranda não deixa os amigos na mão, defende-os com volumosa divulgação. É uma amizade produtiva.
10.8 – O poeta Sérgio de Castro Pinto me encaminha o livro “Livros são pães eucarísticos crocantes”, que registra em artigos límpidos e lúcidos o lançamento de autores nacionais. Abre o livro com o artigo “Certezas para as madressilvas”, de Salomão Sousa. Ele ressalta logo de início:
“Quantas coisas Salomão Sousa diz nos seus poemas que, para os leitores neófitos, não dizem absolutamente nada! No entanto, quanta coisa com coisa o eu lírico diz! Porque penetra surdamente no reino das palavras e, contrariando a receita drummondiana, faz versos sobre acontecimentos. Mas acontecimentos que fogem dos lugares-comuns, da relação causa e efeito, da lógica cartesiana, para erigirem admiráveis mundos novos.
‘A poesia de Salomão é uma poesia à parte, marginal, no sentido de nadar contra a maré da mesmice que, infelizmente, ainda grassa e predomina na lírica brasileira contemporânea. A de Salomão pede, reivindica e até mesmo exige um leitor novo, afeito a descortinar um que se cumpra através das palavras que não se veem obrigadas a rimar a palavra sono com sua incorrespondente palavra outono, para me valer uma vcez mais do poeta de Itabira.”
7.8 – Compareci à quinta literária da Associação Nacional de Escritores, oportunidade em que a escritora Sônia Helena apresentou palestra sobre a poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen e Miguel Sousa Tavares.
06.8 – Participei da reunião de diretoria da Academia de Letras do Brasil, oportunidade em que debatemos os destinos da revista da entidade e a inclusão de novos sócios.
29.7 – Compareci ao lançamento do livro Poesia viu, de Reginaldo Gontijo, no Beirute Sul. Livro de imensa versatilidade, com interação com IA e vanguardas. Imensos efeitos quando compulsado no meio digital. Reginaldo Gontijo compreende essas ferramentas, pois lida com audiovisual, com longa carreira de cineasta.
29.7 – No lançamento do Reginaldo Gontijo, adquiri o livro Requentes de sensibilidade, de Pietro Costa. Na época do lançamento, eu estava impedido de comparecer ao evento, que ocorreu no Cruzeiro. Pietro prossegue na sua experiência formalista, com composição de um livro todo em sonetos.
12.6 – Compareci à Associação Nacional de Escritores para a Quinta Literária destinada à palestra de José Roberto de Castro Neves sobre “Shakespeare ontem, hoje e amanhã”. O palestrante, que é o novo membro da Academia de Letras, destacou o tema da política nas peças do bardo inglês. Em que pese o excesso de enumeração das peças, a palestra manteve uma dinâmica incentivadora e uma centralização oportuna no tema com a situação presente da política brasileira.
6.6 – Recebi o livro “Janela aberta”, do amigo Cinen de Sousa, que traz apresentação de minha autoria. Enviei mensagem para o autor: “Recebi o livro e fiquei emocionado não só por estar incluído no projeto. Nunca me emocionei tanto com um resultado. Acho que o atraso aumentou mais a surpresa. Os poemas, a energia que emana deles - que maravilha. “
5 e 7.6 – Visita ao pavilhão da Edição Especial da Feira do Livro de Brasília. Devo, a bem da verdade, voltar a insistir que Brasília precisa recuperar a credibilidade do evento. Não conseguiram realizá-lo no ano anterior e, em razão da fragilidade, dúvidas, adiamentos, afastaram a adesão dos expositores. Nessa edição de 2025, podemos dizer que os livreiros não aderiram. Apenas a editora da UnB e a livraria Arco Iris estão presentes, os demais (raros) são expositores menores. É uma feira naufragada. O Governo local é responsável por isso, pois não coloca o evento no calendário e aí fica dificultando a liberação orçamentária. É um evento que precisa ter rubrica orçamentária. A Capital Federal precisa demonstrar que participa da formação de leitores (quem lê é cidadão que dá o espírito de um país).
31.05 - Em 31 de maio de 2025, participamos do 11º Mexidão Cultural do Condomínio Verde. Pelo quinto ano consecutivo será um evento Carbono Zero, ou seja, as emissões de carbono devido ao evento, serão neutralizadas com a plantação de novas árvores do cerrado. A antologia dos poetas convidados está disponível na Amazon em formato digital. O Mexidão Cultural é uma ação coletiva de um grupo de moradores, compreendendo atividades culturais, ambientais e gastronômicas, apoiado pelo Fundo de Cultura do Condomínio Verde. Mais uma vez haverá apresentação de teatro e dança, gastronomia, muita música com 15 grupos do próprio condomínio e um Sarau Poético, com a participação de 32 poetas, de praticamente todo o Distrito Federal. Compõem essa Antologia Poética, em ordem alfabética, os poetas a seguir. Adão Paulo Oliveira, Adeilton Lima, Ana Rossi, Angélica Torres Lima, Antonio Miranda, Diego Mendes Sousa, Edelson Nagues, Edmilson Figueiredo, Flora Benittez, Francisco K, Ismar Lemes, Jorge Amâncio, José Edson dos Santos, José Roberto da Silva, Luiz Felipe Vitelli, Marcos Fabrício, Marcos Freitas, Marcelo Porlan, Maria D´avilla Oliveira, Mardson Soares, Menezes y Morais, Nicolas Behr, Noélia Ribeiro, Paulo Miranda (Varadero), Reginaldo Bruzzi, Rodrigo Mandarin, Salomão Sousa, Sidha Abraxxas, Sóter, Tita Lima e Silva, Vanderlei Costa e Yonaré Flávio. Esses, portanto, os trinta e dois poetas desta sexta edição.
17.5 – Participamos do lançamento do livro Praga de brasiliense: conto-poemas de Marcos Fabrício Lopes da Silva, no Café Amado Jorge, Cruzeiro Velho-DF. O livro relembra os anos noventa ao trazer o formato mimeografado, com temática atual.
30.4 - No dia 30 de abril de 2025, participei como representante da Academia de Letras do Brasil da Roda de Conversa no Sebinho de Brasília-DF, quando o escritor angolano João Melo lançou em dois livros chamados: "O Perigo Amarelo e Outros Contos" e "Os Sonhos Nunca são Velhos". Marcos Fabrício Lopes da Silva foi o mediador da mesa, onde Waleska Barbosa e Salomão Sousa foram os debatedores do encontro. Ótimos diálogos e noite agradável.
16.4 – Compareci no restaurante Amo à Natureza para lançamento do livro “Sinfonia Italiana”, do amigo Márcio Catunda, da Academia de Letras do Brasil.
15.4 – Compareci à Associação Nacional de Escritores para a palestra do Nilson Jaime, que fez palestra sobre “Bernardo Élis: um regionalista universalista.
10.4 – Compareci à Associação Nacional de Escritores para celebração dos 100 anos de vida do amigo |José Peixoto Jr; O evento incluiu o lançamento do livro “Correspondências do fim do mundo”, do escritor Gilmar Duarte Rocha, associado e integrante da diretoria da ANE.
31.3 – Compareci ao Beirute para o lançamento do livro de poemas “Poemas de tErros”, da amiga Angélica Torres Lima.
15.3 – Recebi a visita do escritor Carlos Vieira e do amigo Antônio, vizinho apaixonado por Dostoievski. Carlos Vieira é romancista e produz também peças teatrais.
14.3 – Participamos da live promovida pela Academia de Letras do Brasil destinada a debater o tema "Alteridade e consciência que ama", com os seguintes expositores: a poeta Kamilly Barros e Salomão Sousa. Trata-se de uma tentativa de interpretar os destinos da sociedade atual, que está se negando a compreender o outro. A live pode ser vista no YouTub pelo link: Alteridade e consciência que ama.
13.3 – Compareci na Associação Nacional de Escritores para a palestra do amigo Ronaldo Costa Fernandes na ANE Associação Nacional de Escritores. Abordagem inovadora sobre o erotismo na obra de Machado de Assis. o Ronaldo é craque.
12.3 – Participei do encontro poético realizado em 12.3.2025 Antônio Moura, evento que traz apresentação da trajetória dos poetas e leitura de poemas pelos próprios autores. O canal Encontro Poético, que visa disseminar a literatura, foi idealizado pela poeta Chris Resplande, que, de forma dedicada, torna realidade projetos como o Encontro Poético, em parceria com o Museu Antropológico da Universidade Federal de Goiás. A live está disponível no link: Encontro Poético.
31.3 – Compareci à Associação Nacional de Escritores para o lançamento do livro Dostoievski arrebatador, de artigos da amiga Vera Lúcia de Oliveira.
15.2 – O amigo jornalista Euler Belém volta a fazer referência à minha poesia em artigo no Jornal Opção – Agenda de leitura -. “...aprecio o racionalismo poético de Salomão Sousa, com a técnica subordinando a sensibilidade aguda e vice-versa, com as miudezas da vida, da natureza, criando um poema extraordinário, de feitura irrepreensível). Porque, ao me desconcertar, a poesia me faz continuar vendo o mundo como surpresa, e não como certeza, naturalizado.”
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Novamente Anitta
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