São três
livros sobre instituições educacionais, onde os personagens passam por fomação,
que merecem atenção. Nesse, o personagem, narrador de si mesmo, trata do eu
livre, sem peias diante da sociedade; em "O jovem Torless", de Musil,
há uma premonição da violência que cairia sobre a Europa na forma de nazismo e
fascismo; e "O Ateneu", de nosso Raul Pompeia, que trata da situação
repressiva da própria instituição de ensino. Assim temos: a violência está no
próprio indivíduo, já que ele confunde liberdade com o direito de menosprezo ao
outro, está no ambiente das nacionalidades e também dentro das instituições.
Resta a nós atenuarmos esse ambiente de violência.
Acho que
comecei bem o meu ano de leituras. Uma citação do livro: Não pense que, por
amor a vocês, as tempestades, os raios, os trovões e os golpes do destino foram
abolidos. De jeito nenhum!. E ainda acordo ouvindo em minha própria casa
que devemos punir os assassinos arrancando-lhes os olhos! É difícil humanizar o
mundo!
Julgamos
sempre que é razoável invadir territórios e assassinarmos as leis
internacionais. ou esta outra citação: Ainda bem pequeno, abri um buraco na
cabeça do meu irmão. Mas isso foi um acontecimento, e não uma tola travessura.
Trata-se
de um livro que merece permanecer com mais disponibilidade do mercado. Só temos
uma tradução pouco comercializada e cara. Merece uma edição de bolso com presso
mais acessível.

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Salomão Sousa sente-se honrado com a visita e o comentário