A poesia é meu território, e a cada dia planto e colho grãos em seus campos. Com a poesia, eu fundo e confundo a realidade. (Linoliogravura do fundo: Beto Nascimento)
24 de abril de 2014
redes de algas negras laminam o sono
sobre máscaras dançantes de órbitas lisas
em que estacas circulam paralisadas
cortes de arames externos nas omoplatas
há setores de expedição à distância
onde paliçadas se alinham na alvura
deixam aberturas às cópias das mensagens
o aniversariante da noite içado
na dormência dos falhos corticoides
não se interliga às palhas das viagens
come a língua com sabor de salitre
e borralho e se interliga num cobertor
poroso de água e longas patas
o assinante das peles da dormência assadas
Assinar:
Postar comentários (Atom)
https://www.blogger.com/blog/post/edit/4843398825678420679/452811239808696688
Lançarei em setembro meu novo livro A selva escura dos cristais perdidos .
-
Para Mariza Buslik Sou aficionado pela origem das palavras e pelos diversos significados que elas vão ganhando durante os desdobramentos dos...
-
Assisti ao documentario de Anitta "Larissa"". Para ser um filme para seu público, a Anitta do filme é banal, piegas e ocupa...
-
Sempre desejei presenciar a peça "O impossivel", de Maria Martins, a única artista surrealista brasileira. Ao comparecer ao museu ...
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Salomão Sousa sente-se honrado com a visita e o comentário