Quisera ser a grama
A luz que molhou
o vestido nos dias perdidos
Talvez o fruto pendido
de um galho
pendido sem aparecer no recorte
sem roçar as nuvens
descer ao decote
Só a estação da quimera
que não foi pensada ou partida
Só a lente sem nódulos
que não entra na química
Só a luz que vira retrato
de um corpo sem ato
de um olhar que não viu
Um instatâneo
para um único olhar
A poesia é meu território, e a cada dia planto e colho grãos em seus campos. Com a poesia, eu fundo e confundo a realidade. (Linoliogravura do fundo: Beto Nascimento)
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Folder do lançamento do livro
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Muito bonito, Salomão. Gostei do poema!
ResponderExcluirBeijos!