COLETA
A Salomão Sousa
Assina a ruga
essa rude instalação:
no corpo alquebrado
o rosto precário
e a rua
repleta de buracos.
E avenidas cortam,
novas, ao rincão
da pele, antes plana,
uma sucessão de quebra-molas.
Mil atalhos surgem
desde os cílios
e ladeiras íngremes
entornam
um rio de lágrimas
dos olhos.
Eis o tempo
e urge no meu rosto
a vital parcela do imposto
que esse mesmo tempo
agora cobra.
A poesia é meu território, e a cada dia planto e colho grãos em seus campos. Com a poesia, eu fundo e confundo a realidade. (Linoliogravura do fundo: Beto Nascimento)
1 de junho de 2016
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Salomão Sousa sente-se honrado com a visita e o comentário