29 de dezembro de 2013

De João Carlos Taveira

Salomão, atendendo a sua solicitação, envio-lhe um poema do Rilke muito propício ao instante: sem título, ele pertence ao livro 

VIDA DE MARIA.
Rilke

 
Minha miséria agora é completa. Algo sem
nome
apoderou-se do meu ser. Imóvel,

como se fora pedra,
o cerne também de pedra.
Apenas uma coisa eu sei:
Cresceste
... cresceste muito
até alcançar a grande dor
que meu coração não pode compreender.
Jazes deitado obliquamente no meu colo
e então, então é impossível de novo
te gerar.

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