Eu vi este livrinho hoje na banca de revista.
Ele me disse: me leva para a Lívia, que quer ser dona da sabedoria!
Adoro este filósofo. Ele não escreveu nenhum livro. Ele ensinava filosofia nas ruas da Grécia antiga. E não cobrava nada pelas aulas. Assim, às vezes ele ficava até sem calçado. Xantipa, mulher dele, fechava a casa para seus amigos não entrarem, pois todos gostavam de suas conversas filosóficas, mas consumiam as coisas e não pagavam nada por isso. Xantipa dizia: você precisa ganhar dinheiro. E ele respondia que não precisava de dinheiro: “São tantas as coisas de que não preciso”, ele dizia. O dinheiro comprava as coisas de que ele não precisava.
Ele dizia que algumas coisas o homem não pode pedir aos outros. Por exemplo, se for para cozinhar, posso pedir ao cozinheiro para cozinhar. Se for para dirigir o navio, posso pedir ao responsável pela direção do navio. Mas, e se precisar da sabedoria, de saber o que é o amor, a razão? Essas coisas não podemos pedir aos outros para pensarem por nós. Nós mesmos precisamos aprender a pensar. Somos nós que dirigimos o nosso pensamento. Não podemos entregar os nossos pensamentos para os outros.
Alguma coisa que você ler deste livrinho velho já será importante!
Com o abraço do
Salomão Sousa
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