Robert Frost
As estradas se abriam no bosque amarelo
e eu lamentava não seguir as duas,
por ser um viajante só, demorei-me
a olhar à distância por longo tempo
a que sumia ao dobrar-se no matagal.
Quando tomei a outra, igualmente bela,
aos seus méritos a pedir desculpas;
para o viajante oferecia relva;
ainda que por ali tenham passado
outros mais que a tomassem na viagem.
Naquela manhã elas se estendiam
com as folhas sem manchas de pegadas.
Ah! guardei a primeira para outro dia,
ciente que uma estrada leva a outra
duvidei se ali outra vez retornaria.
Vou contando isso entre suspiros,
em distante ano num lugar distante:
duas estradas se bifurcavam, e eu —
uma estava sem trilhar e esta eu tomei
e foi o que fez toda a diferença.
A poesia é meu território, e a cada dia planto e colho grãos em seus campos. Com a poesia, eu fundo e confundo a realidade. (Linoliogravura do fundo: Beto Nascimento)
2 de abril de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
https://www.blogger.com/blog/post/edit/4843398825678420679/452811239808696688
Lançarei em setembro meu novo livro A selva escura dos cristais perdidos .
-
Para Mariza Buslik Sou aficionado pela origem das palavras e pelos diversos significados que elas vão ganhando durante os desdobramentos dos...
-
Assisti ao documentario de Anitta "Larissa"". Para ser um filme para seu público, a Anitta do filme é banal, piegas e ocupa...
-
Sempre desejei presenciar a peça "O impossivel", de Maria Martins, a única artista surrealista brasileira. Ao comparecer ao museu ...
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Salomão Sousa sente-se honrado com a visita e o comentário