2 de abril de 2009

A ESTRADA SEM TRILHAR

Robert Frost

As estradas se abriam no bosque amarelo
e eu lamentava não seguir as duas,
por ser um viajante só, demorei-me
a olhar à distância por longo tempo
a que sumia ao dobrar-se no matagal.

Quando tomei a outra, igualmente bela,
aos seus méritos a pedir desculpas;
para o viajante oferecia relva;
ainda que por ali tenham passado
outros mais que a tomassem na viagem.

Naquela manhã elas se estendiam
com as folhas sem manchas de pegadas.
Ah! guardei a primeira para outro dia,
ciente que uma estrada leva a outra
duvidei se ali outra vez retornaria.

Vou contando isso entre suspiros,
em distante ano num lugar distante:
duas estradas se bifurcavam, e eu —
uma estava sem trilhar e esta eu tomei
e foi o que fez toda a diferença.

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