Enquanto decido o que fazer deste sábado de sol e solidão, vou pagando umas dívidas literárias.
Na década de 80 (oh! quanto tempo!), nos encontros da livraria Literatura, extinta livraria Literatura, eu e Nilto Maciel, Emanuel Medeiros e José Sales e outros, e em outros locais de Brasília, sempre mencionávamos a existência ímpar do cearense W. J. Solha na literatura brasileira! Trata-se de uma literatura experimental, corajosa! Em março (mais um registro com excessivo atraso), ele me encaminhou o livro "Marco do mundo", um longo poema que se esgarça com a história do mundo e das viagens interiores do poeta. Ousadia pura! Foi editado também por uma pequena editora (Ideia). Antes de publicá-lo, Solha submeteu o original a vários escritores. Hildebrando Barbosa Filho, na primeira capa, diz: "Uma estranha, surpreendente e delirante bricolagem. A construção de Marco/Mundo me parece a própria elaboração do Marco/Poema." Acredito que a poesia começa onde há estes testes de experimentações. Solha, só olho contigo.
Um trecho:
Tudo é uma roda
grande
rodando na roda
pequena.
Você já viu esta cena:
o céu numa poça rasa
milênios antes da Nasa.
A poesia é meu território, e a cada dia planto e colho grãos em seus campos. Com a poesia, eu fundo e confundo a realidade. (Linoliogravura do fundo: Beto Nascimento)
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Lançarei em setembro meu novo livro A selva escura dos cristais perdidos .
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Só a título de correção. W. J. Solha é de Sorocaba - SP, radicado na Paraíba.
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