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Quem me ajuda a analisar esta estrofe de uma ode de Fernando Pessoa?
Quando um poema me destrona do conforto, indago-me o que ele contém para gerar um andamento de emoção. A emoção, o desconforto, a satisfação, a saciedade - sempre surgem de uma ingestão. O que uma estrofe assim carrega de carga de construção para que possa ser medida depois da leitura? O que contém para me deixar saciado após a ingestão?
Primeiramente, começa com uma evocação: VEM. Tudo que nos chama já exige uma resposta imediata. Após, utiliza-se elementos eternos da versificação para criar efeitos encantatórios de linguagem. Primeiramente, sobrecarrega-se de repetições e aliterações. São 19 “i” e 14 “n”, 9 “d” que geram rimas internas. E não pode passar despercebido o efeito que fecha a quadra: a aliteração com o “j” de lantejoulas e franjado. E ainda a intensidade dos 11 "t" criando rimas e soniridades internas.
O tema é bem comum: a noite, mas que gera algo lúgubre, por isso Rainha destronada, mas anti…

Quem se preocupa?

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Delmo Montenegro