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Mostrando postagens de 2012

Chris Rea

Enquanto aguardo sair do forno o meu livro "Vagem de vidro" para lançamento em 7 de março, assisto com o meu amigo João Carlos Taveira, dois fimes imagéticos com músicas de Chris Rea, que acompanham seu album "Santo Spirito". Um, com guitarra flamenca e imagens de touradas, melancolia dolorosa; e, outro, com música também progressiva, com extraterrestres fazendo uma avaliação do tom agressivo que impera na Terra. (Parêntese: lamentável o estupro de indianas). (Parêntese: parabens a Seedorf pela bela entrevista ao programa Estrelas. Raro um atleta manter um diálogo tão consciente e rico. Parabens!).

Felicitações de Natal

Somos um vasto mar
que nasce de um vasto vazio
e depois se enche de vida.
Somos um vasto céu
que se enche de noite
e se alterna cheio de luz.
A mão do outro é um
raio de luz. O olho do outro é um
raio de luz.
A amizade é um
raio de luz.

Sejamos um favo
e o outro venha pousar
em busca de mel!

O historiador Jean-Pierre Vernant diz: “Quando comemos, bebemos e rimos juntos, e fazemos também coisas graves e sérias, essa cumplicidade cria laços afetivos tais que só sentimos nossa existência plena pela proximidade do outro”.

As comemorações de fim de ano foram criadas para que nos lembremos da necessidade de eterna renovação de nossa postura no mundo; da necessidade de sermos cidadãos exemplares, que agem bem em sociedade, respeitadores da lei, da ordem; e trabalham para que os outros tenham vidas felizes, com exemplos, trabalho e amizade.

Atuemos bem no mundo e, assim, como diz Vernant, o outro tenha orgulho de nossa proximidade. Que o outro diga de nós: quero este para ser …
Estou de luto. Morreu o pianista Dave Brubeck. Quanto alegria a sua música já me proporcionou e proprocionará. Ouvirei por três dias o disco "Time Out", o mais vendido de todos os tempos da história do JAZZ!

Uma semana de grandes perdas de personagens que tiveram grande interferência em minha vida. JOTA PINGO, a irreverência de Brasília; DÉCIO PIGNATARI, que representa um salto na poesia brasileira; DAVE BRUBECK referência total do Jazz; e, claro, OSCAR NIEMAYER. Vivi a maior parte de minha vida dentro das obras deNiemayer ou à vista delas (35 anos quase, 10 horas por dia); ouço constantemente o piano de Dave Brubeck; leio e faço a poesia que Pignatari deu coordenadas; e, do Pingo, fica a saudade de nossos tantos encontros nos corredores do Congresso Nacional.

Lançamento de Ivan Monteiro

Estive ontem no Café Martinica no Lançamento do belísismo livro de Ivan Monteiro. Vou ver se consigo faezr algum comentário sobre o livro neste fim de semana.

Um alguém apaixonado

Fui ao cinema neste domingo para ver "Um alguém apaixonado". Aguardo sempre, com grande expectativa, os lançamentos dos filmes do iraniano Abbas Kiarostami. Ele tem sutileza para entrar e dominar o tema. Desta vez, não vá ao cinema para ver um filme de amor, mas uma referência ao tema da beleza e velhice, associado ao sexo - tema que que já foi vencido com grandeza pelos escritores Kawabata e Gabr iel Garcia Marquez. Não assistir o filme como uma esperança de realização sexual, mas sobre a necessidade da beleza em todas as idades. Abbas é Abbas. Só me admiro que a crítica já não saiba ler as referências entre cinema e literatura. Mas chega. Cada um busque a sua interpretação. E, se não tiver assistido, veja também "Cópia Fiel", Ai, que saudade de "Através das oliveiras", "Gosto de cereja"... Ai meu Deus, e "Onde fica a casa do meu amigo?".

Plutarco

Estou saindo de Salvador. Muito sol, calor violento e muito engarrafamento.
No café da manhã, um jovem me saudou com urros de burro.
Ao retornar do café para o quarto do hotel, abri o livro "Vidas Paralelas", de Plutarco, antes de ir à praia. Esta lá uma pergunta do imperador Júlio César que eu poderia ter feito ao grupo de jovens. Ao andar pela cidade de Roma, Júlio César se depara com um grupo de forasteiros carregando pequenos cães e macacos. O imperador indaga: em sua terra as mulheres não parem crianças?
Moral: não podemos perder a nossa postura humana.

José Inácio lança livro em Brasília

José Inácio Vieira de Melo, poeta atuante e atual, generoso, de mil e uma redes de literatura, lança seu novo livro em Brasília. Importrante para quem for ao lançamento: a data correta é dia 24. Apresentação do amigo Antonio Miranda. Todos colocando o evento na agenda.

Os pequenos aprendizes de poesia

Recebi o seguinte e-mail de minha amiga Marta Teixeira:

Os Poetas

O Eduardo tinha que fazer uma poesia para a Escola.Então resolvi visitar um poeta de verdade (Salomão Sousa). Levei comigo dois seguidores e aprendizes de poeta: Eduardo e Lucca - embora contra a vontade deles que queriam o vídeo game. Salomão ensinou que a poesia pode brotar de qualquer coisa: da lua, da cachoeira, da janela do carro. Qualquer coisa. Coloquei o jantar em casa para os dois meninos - escondidinho de carne moída. E iniciei a conversa: Que tal a gente fazer uma poesia? Pode ser para o escondidinho, que já ganhou o título. Lucca engrenou logo os três primeiros versos. Eduardo continuou. Tira dali, tira daqui, veja o que sobrou:
Escondidinho
Pega carne Pega batata Acho que bate Amassa batata Faz o purê Bota no fundo Pega carne Bota no meio Pega o purê Bota em cima Tudo isso em uma grande forma Que  bota no forno Assa correndo Espera faminto Bota no prato Tudo quentinho Hum!!! Que delícia!

EXERCÍCIOS PARA DEVORAR UM CARVALHO

Para não continuar morrendo de inveja das conferências fictícias de Eliot no livro de perfeição incontestável de Gonçalo M. Tavares, isolo uma frase do romance As vidas de Dubin, do norteamericano Bernard Malamud, para uma análise também fictícia, pois tudo que gira na esfera do teórico é imaterial. Bernard Malamud é mestre na inserção de silogismos poéticos de extrema sabedoria em suas narrativas. No entanto, nem tudo que é sábio carrega praticidade no momento de aplicação nos atos de enfrentamento da realidade. A poesia e a sabedoria não existem para serem postas em execução na práxis. A poesia e a sabedoria existem para enlevar, engrandecer, deixar evidente que em algum momento o indivíduo pode agir heroica e belamente. Em minhas análises da frase de Malamud, não vou ter em mente o personagem romanesco a que ela se refere, mas o homem enquanto ser presente na realidade, materializado, que atua, constrói e destrói, pois, o ato de devorar exige materialidade tanto do devorador quanto…