Estou saindo de Salvador. Muito sol, calor violento e muito engarrafamento.
No café da manhã, um jovem me saudou com urros de burro.
Ao retornar do café para o quarto do hotel, abri o livro "Vidas
Paralelas", de Plutarco, antes de ir à praia. Esta lá uma pergunta do
imperador Júlio César que eu poderia ter feito ao grupo de jovens. Ao
andar pela cidade de Roma, Júlio César se depara com um grupo de
forasteiros carregando pequenos cães e macacos. O imperador indaga: em
sua terra as mulheres não parem crianças?
Moral: não podemos perder a nossa postura humana.
A poesia é meu território, e a cada dia planto e colho grãos em seus campos. Com a poesia, eu fundo e confundo a realidade. (Linoliogravura do fundo: Beto Nascimento)
24 de novembro de 2012
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