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Mostrando postagens de Março, 2013

Lupe Cotrim Garaude

Não conheci pessoalmente a poeta Lupe Cotrim Garaude, mas convivi com o poeta Domingos Carvalho da Silva, que era amigo dela e admirava a poesia e, sobretudo, a beleza da mulher! Fui ver o exemprar do livro "Inventos", do meu acervo, e ele está autografado! Incluo-o aqui nos autógrafos de meu blog.
E aproveito para deixar um poema de Lupe Cotrim Garaude: (ai como me emocionei enquanto digitava este lindísismo poema, bem camoniano, escolhido ao léu, imagine os demais, que mereciam estar aí nas prateleiras das livrarias, no imaginário dos leitores...):

MONÓLOGO I

Ela - Hei de inventar amor, ávida e atenta.
Amor de ser a outro que é demais
o amor que em coisas hoje se alimenta.
A manhã é cerrada de momentos
que hábeis mãos levantam em seu provento;
inventar o que o íntimo não fala,
curvando-se à pressão de outros inventos.
Hei de inventar amor num desafio
às mais concretas frases, aos dias úteis,
amor de ser a outro que é demais
ter um mundo por dentro desprovido.

Amante sou, i…

Josira Sampaio

O Antonio Miranda passou a tarde revirando o meu acervo de livros para coletar material para inclusão no site de referências que ele mantém para apresentar obras raras de poesia! Também para mim foi uma experiência emocionante rever tantas livros de amigos, aqui co m autógrafos e em primeira edição! Vou ver se crio coragem de incluir alguns autógrafos aqui no blog! Vejam por exemplo o primeiro livro da amiga Josira Sampaio (daqui de Brasília). Com desenhos de outra amiga: Naura Timm. Não sei como não coletei o autógrafo da Naura no dia do lançamento, pois com certeza ela estava lá!


Um poema do livro de Josira:

Ficar à espera reinventa o abajur
a balalaica
o vinho
a varanda
e até essa ruga empedernida
que a saudade cinzelou.
Deixa-me essa espera!

Não desistir da esperança é alegria
talvez a mais perfeita!



Novas fotos do lançamento de Vagem de vidro

Fui ao cinema ver a nova versão de "Ana Karenina". Em forme de opereta, há perda da tensão dramática. Mas a movimentação dos palcos é interessantíssima. A música é razoável. Não chega a ser um grande filme para o tamanho do romance. Talvez nenhuma versão até hoje registrada pelo cinema corresponda à grandiosidade do romance de Tolstoi. Fique com o romance, mas veja os filmes. 
Mais algumas fotos do lançamento do meu livro Vagem de vidro, sobretudo com o Fábio Coutinho Ronaldo Alexandre que acompanharam quaser todo o lançamento. O Ronaldo chegou a ler o livro todo ali mesmo, tendo o direito de achar um erro de revisão.
Incluí bo Facebook quase todas as fotos do lançamento.






Posse de Fábio de Sousa Coutinho

Depois de longa agenda de compromissos ocupacionais, foi agradável comparecer nesta quinta-feira, 14.03.13, à posse do amigo Fábio de Sousa Coutinho na Academia Brasiliense de Letras, que ocorreu na sede da Associação Nacional de Escritores. Ele passa a ocupar a vaga do poeta Waldemar Lopes, cujo patrono é Castro Alves. Foi saudado pelo poeta Anderson Braga Horta em extenso discurso bem descontraído como bem merece o novo acadêmico. Tive oportunidade de me encontrar algumas vezes na ANE com Waldemar Lopes e trocas ainda alguns livros com ele por correspondência.
 Fábio de Sousa Coutinho, Margarida Patriota e Salomão Sousa Margarida Patriota, Francisca, Fábio de Sousa Coutinho, Elizabeth (Sousa Coutinho) e Campelo
Em tempo, lamento que, por algum erro técnico, ainda não tenha localizado o registro fotográfico do comparecimento do amigo Fábio de Sousa Coutinho ao lançamento do meu livro "Vagem de vidro".

Lançamento Vagem de Vidro

Agradeço os amigos e familiares que compareceram ao lançamento de meu livro Vagem de vidro no dia 7 de março de 2013 (+ de 150, com vendagem de quase cem livros), e a todos aqueles que incentivaram e contribuíram para o seu sucesso. Que cada um se surpreenda com os poemas com as suas diversas formas de leitura! pois cada leitura é diferente, já que cada um de nós tem a sua carga diversa de formação cultural! Obrigado!

Acredito que um lançamento vale pra isso: alegria! lembrarmos que estamos num processo de animarmos nosso espírito! As fotos demonstram isso: cada um levou uma descontração, algo gracioso para dizer ao autor! Me diverti a valer!


Agora é continuar buscar as paisagens, os insights em que estão escondidos os novos poemas! Já tenho alguns escritos, que deixarei inéditos, sem nenhuma divulgação! pois espero dar seguimento por um caminho diferente no próximo lançamento! Temos de dar o próximo passo sempre com uma nova esperança, pois a paisagem à frente é sempre di…

Francisco Carvalho

Faleceu nesta segunda-feira,04.03.2013, o poeta cearense Francisco Carvalho. Na última vez que estive em Fortaleza, cogitei visitá-lo, mas ele estava muito doente e preferi guardar a lembrança do Francisco Carvalho que sempre chegou à minha poerta através de suas cartas e de seus livros. Acredito que todos os seus últimos livros ele me encaminhou, como encaminhou para centenas de escritores do país. Uma poesia enxuta, que nunca perdeu a jovialidade, capaz de abordar todos os temas. Fico com um grande vazio, pois já não o tenho para encaminhar os meus novos trabalhos e, em seguida, receber uma missiva generosa.
Garimpo ao acaso uma de suas cartas. Deixo-a aqui com minha alegria eterna por termos sido amigos através da poesia.




A imagem no vidro

Por José Fernandes, para o Diário da Manhã


A poesia é uma arte de linguagem, em que a palavra é vergastada, a fim de sangrar novos significados, obtidos, principalmente, através da imagem, definida por Octavio Paz, como a cifra da condição humana. O papel desempenhado pela imagem se reveste de singular importância no discurso poético, no momento em que transfere a palavra da esfera da denotação para a esfera da conotação, e ela ascende a uma dimensão metafisica, por intermédio da fusão de suas essências, responsável pela instauração do caráter polissêmico e estético próprio do poético. É com essa visão do belo estético que lemos Vagem de vidro (Brasília, Thesaurus, 2013), do poeta Salomão Sousa, uma vez que a despeito de suas imagens ensejam um discurso original, singular, pautado por jogos semânticos e interculturais que proporcionam verdadeiros dribles na esfera da linguagem.
Não fosse sua conformação imagética sui generis e não teríamos a beleza da viagem empreendida…