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Mostrando postagens de Agosto, 2007
Vai haver faiscada, de palavras e de espadas.
O painel dos inimigos está programado.
Não se entendem, não se visitam.
Os painelistas não se olham, não se falam.
Não pisam na estrada por onde outro já passou.
Um já tem a língua cortada;
outro, as obras queimadas;
outro, a bunda esfolada.
E vão se sentar na mesma mesa
com as armas carregadas.
Quem aparecer sairá chamuscado.


03 de Setembro

20h30 - 22h: Projeto de Poesia - Francisco Cacq e Salomão Sousa, apresentação: Fabio Coutinho, mediadores: Brasigois Felicio, Antonio Miranda, Donaldo Mello

26ª Feira do Livro de Brasília
Abertura no dia 31 de agosto
Pátio Brasil (Térreo)

Café Literário (auditório AUTO DA COMPADECIDA)
INICIAÇÃO

Orides Fontela

Se vens a uma terra estranha
curva-te

se este lugar é esquisito
curva-te

se o dia é todo estranheza
submete-te

— és infinitamente mais estranho.

Morrem os homens, e poucos deixam suas lendas.

Max Roach, um dos bateristas que — ao lado de Art Blakey — mais marcaram a história do jazz, morreu nesta quinta-feira, 15 de agosto de 2007, aos 83 anos, num hospital de Manhattan. Nos últimos anos já estava afastado da atividade musical devido a uma enfermidade cerebral (hidrocefalia). Suas últimas sessões de gravação são de 2002.

Ficam suas impecáveis gravações, que começaram em 1943, para a editora Apolo, ao lado de Coleman Hawkins. Trabalharia depois na orquestra de Benny Carter, e no quinteto de Dizzy Gillespie. Em 1945, Max Roach já participava do círculo mais importante do jazz, principalmente por integrar o combo de Charlie Parker.

Em 1952, fundou com Charles Mingus, a Debut Records, que lançou a sua primeira sessão como líder, e participou do histórico concerto no Massey Hall ao lado de Mingus, Parker, Gillespie e Bud Powell (está registrado em disco como The Quintet). Em 1954, Roach formou um quinteto que incluía o mítico Clifford Brown, recomendado por Gillespie alguns anos…
Visitando a página de minha cidade,
não resisti em transcrever para cá
este quadro de Ana Maria Bronca,
pois despertrou em mim uma enorme saudade
dos girassóis que cresciam nos quintais
de minha infância.
Pela décima, sei lá quantas vezes, tomo para ler o romance À sombra do Vulcão, de Malcolm Lowry (só o nome do autor já é um poema concreto - quatro l's e os dois m's que circundam o primwiro nome). A epígrafe deste romance é um trecho da Antígona, de Sófocles. Trata-se umas das coisas mais comoventes que já li na minha vida. Deixo aqui uma tradução de forma mais clássica (a que está no romanmce da LPM é mais popular, certamente adaptada pelo poeta Leonardo Fróes). Em qualquer tradução, comovente!

Muitos prodígios há; porém nenhum
maior do que o homem.
Esse, co’ o sopro invernoso do Noto,
passando entre as vagas
fundas como abismos,
o cinzento mar ultrapassou. E a terra
imortal, dos deuses a mais sublime,
trabalha-a sem fim,
volvendo o arado, ano após ano,
com a raça dos cavalos laborando.
E das aves as tribos descuidadas,
a raça das feras,
em côncavas redes
a fauna, apanha-as e prende-as
o engenho do homem.
Dos animais do monte, que no mato
habitam, com arte se apodera;
domina o…