Pular para o conteúdo principal

Morrem os homens, e poucos deixam suas lendas.


Max Roach, um dos bateristas que — ao lado de Art Blakey — mais marcaram a história do jazz, morreu nesta quinta-feira, 15 de agosto de 2007, aos 83 anos, num hospital de Manhattan. Nos últimos anos já estava afastado da atividade musical devido a uma enfermidade cerebral (hidrocefalia). Suas últimas sessões de gravação são de 2002.

Ficam suas impecáveis gravações, que começaram em 1943, para a editora Apolo, ao lado de Coleman Hawkins. Trabalharia depois na orquestra de Benny Carter, e no quinteto de Dizzy Gillespie. Em 1945, Max Roach já participava do círculo mais importante do jazz, principalmente por integrar o combo de Charlie Parker.

Em 1952, fundou com Charles Mingus, a Debut Records, que lançou a sua primeira sessão como líder, e participou do histórico concerto no Massey Hall ao lado de Mingus, Parker, Gillespie e Bud Powell (está registrado em disco como The Quintet). Em 1954, Roach formou um quinteto que incluía o mítico Clifford Brown, recomendado por Gillespie alguns anos antes. Este quinteto realizou diversas gravações memoráveis e que definiram os pilares do hard bop dos anos 50.

De suas gravações como líder, destaca-se "We Insist! Freedom Now suite", uma suite com texto Oscar Brown Jr. para responder ao convite de contribuir à comemoração do centenário da "proclamação de emancipação", de Abraham Lincol. Em 1980, gravou "M'Boom", um álbum só de percussionistas (Ray Brooks, Joe Chambers, Omar Clay, Ray Mantilla, Warren Smith Freddie Waits, Kenyatta Abdur-Rahman, Fred King). É importante ressaltar "Money Jungle", de 1962, com um trio composto por Charles Mingus e Duke Ellington.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

SAUDAÇÕES AO ROMANCE DE WIL PRADO

Wil Prado é uma de minhas amizades mais firmes desde que cheguei a Brasília. Desde nossos passos iniciais na literatura, foram vívidos debates e percursos juntos pela cidade. Por muros vários que atravessam a nossa vida, Wil Prado demorou a publicar seu primeiro livro. E é com alegria que vejo que figuras importantes da literatura brasileira, de cara, se manifestarem favoravelmente ao seu romance SOB AS SOMBRAS da Agonia, editado pela Chiado, de Portugal, do qual foi leitor desde as primeiras versões até o momento de escrever a apresentação. Acredito que são poucos que merecem uma manifestação eufórica de Raduan Nassar.  E, ainda, de João Almino, que acaba de ser eleito para a Academia Brasileira de Letras.
(...) SOB AS SOMBRAS DA AGONIA me tocou sobretudo pela linguagem, por palavras novas, metáforas bem sacadas, e os empurrões articulando o entrecho. Além disso, o romance arrola no geral gente do povo, ao lado de uns poucos salafras da elite, com caracterizações convincentes, inclusi…

Resenha sobre o filme "300"

Por Ana Paula Condessa

Todo filme tem seus méritos, seus pontos fortes, mas também tem furos e contradições. O filme 300, já em exibição, surgiu da história em quadrinhos “Os 300 de esparta” - criada e desenvolvida por Frank Miller. É impressionante a grandeza da produção do filme que chega a representação, com muita propriedade, por retratar a batalha que enfrenta o rei Leônidas -,os soldados espartanos, seus aliados contra o exército persa de Xerxes, na Batalha das Termópilas -, desfiladeiro da Grécia. Esparta - é uma sociedade que é toda voltada para a arte da guerra e todos os indivíduos, que dela fazem parte, são instruídos para tal. No filme é passado muito do que era Esparta e seu contexto, algo de muito valor para compreender a essência da Batalha das Termópilas - . A guerra é o meio de vida dos espartanos e, antes mesmo desta grande batalha que ficou para a história e, cujos métodos e estrutura de guerra foram usados por muitos anos em batalhas posteriores, eles moldaram um im…