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Mostrando postagens de Junho, 2013

O GRANDE GATSBY

Eu estava ansioso para assistir a nova versão cinematográfica de "O grande Gatsby", fenomenal romance de Scott Fitzgerald. Mas o filme não funciona. Mata a história. Eu gostaria de ver uma versão em que o Gatsby não aparecesse, como Fitzgerald defendeu até o fim. O filme peca pelo excesso de velocidade e pela mistureba de épocas culturais. Não dá para falar de 1920 com funk. E a velocidade que se dá às cenas, como se se tratasse um um louco e tresloucado jogo de videogame, torna-se impossível acompanhar cenário, qualidade dos figurinos e existência de personagens. Uma lástima.

Fábio de Sousa Coutinho

40 anos sem Neruda
Pablo Neruda morreu em 23 de setembro de 1973, doze dias após o golpe imoral e sanguinário que esmagou a democracia no Chile e humilhou o povo chileno. Democrata desde sempre, não haveria de suportar a tutela fardada que se imporia aos destinos de seu país pelos dezessete anos que se seguiram à brutal quartelada fascista de 11 de setembro. Já doente, a perpetração golpista acelerou-lhe a partida, por conta de intenso processo de somatização que adveio naqueles dias de lembrança tão triste. Abraçou, então, rapidamente, a "indesejada das gentes", na expressão de outro imenso bardo de nosso continente, Manuel Bandeira (que recebeu Neruda, em 30 de julho de 1945, numa sessão memorável da Academia Brasileira de Letras). Nascido em 1904 e batizado Neftalí Ricardo Reyes Basoalto, adotou o pseudônimo literário de Pablo Neruda em 1920, aos 16 anos de idade, numa homenagem declarada ao poeta e contista tcheco Jan Neruda (1834-1891), por quem o chileno nut…