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Fontes e editoração de livro de poesia




O processo de editoração é dinâmico, também. Os livros de poesia devem se aproximar da visualidade das páginas da internet. Papel que reflita mais luz, localização diferente dos poemas dentro da página, tipologia menos tradicional, que se assemelhem às usadas nas páginas da web. Tipologias como garamond, bodoni e sabon estão ultrapassadas. Basta ver que a bodoni só é usada em raríssimos livros de arte ou que reflita memória do processo editorial. E, se possível, algum efeito visual, pelo menos de manchas e de alternância de pontos e entrelinhado diferente de um poema para outro. A revista “Amarello” é a que melhor se aproxima desta proposta, exceto que tem usado tipologia excessivamente tradicional. A editora em que me espelho é sempre a Cosac Naif. Tem editora que tem sacrificado os poemas e os livros. A recente edição de “Invenção de Orfeu” é um belo exemplo de livro moderno, sem perder o caráter tradicional. Estou muito feliz com meu exemplar. Não faça livros de poemas com tipologia semelhante a manuscrita. E muito menos invente alinhados à esquerda ou ao centro. Isso é coisa de quem nada entende de livro de poesia. A poesia tem deve ser alinhada à esquerda e procurar ao máximo centralizar o poema na página. Geralmente as novas tipologias são vendidas, mas muitas famílias estão disponíveis gratuitamente na internet. Cada papel exige uma tipologia. Papel fosco, é bom tipologia serifada. Tenha cautela com a edição do teu livro de poesia. Pense ele como um objeto. Olhe os livros e descobrirá o que está ocorrendo no mercado editorial. Vejo livros de poesia de dar dó. A poesia, de cara, já sai perdendo. Sugiro alguns exemplos, que podem se usadas. Abaixo os nomes de fontes, com respectivos links para download:



Comentários

Bosco Sobreira disse…
Muito esclarecedor e importante seu post. Gostaria de saber onde posso encontrar seu(s) livro(s), e, para ficar no tema, que fonte você usou no seu último. Obrigado e parabéns!

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