29 de janeiro de 2014



Não é questão de noite ou de luz.
As grades desaparecem com os habitantes,
com a infância dos meninos,
anulam a humanidade no homem.
As grades são incivis.
Quase se ouve os cães, o grave
de uma quase música.

Nas redes os encontros serão marcados
para abolir o cerco das muitas grades.
Transformar em música
as tontas batidas muito graves.
Críticos tecem comentários
com soldagem de mais cercas.
Os habitantes articulam rebeldia
Ilhadas, pragas a anular o abraço.

Sobram distantes diálogos quase audíveis
em intertextos de dúvidas e de erros.
E uma energia percorre o cansaço
de ser ilha, de ser rede.
Não sairá impune nem a mão do redentor.
E se não são gente para a indiferença
as flores assanhadas ao sol.

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