27 de janeiro de 2014

Poema do poço do Batatal





A três quilômetros por hora se move
o vento no prado e na memória 
anuncia a previsão do tempo
Resistem os capulhos, resistem
os hieróglifos nas paredes derrotadas
Na infância perdida nos brejos úmidos
nas capoeiras dos galhos
de gestos entrelaçados
Apagou- se da memória o nome
da cidade mais antiga da história
e ainda que arraste o lixo
e que a carpina se dê lenta
são belos o homem e a mulher
à beira de uma trilha perdida em Jerusalém
numa colônia do Egito, num bairro
próximo aos restos aguados das minas
Belo o garoto que carrega uma chave
e a cancela da fronteira se abre
Talvez isso se dê em Silvânia ou na Síria
sob a vigília do girassol e do tamboril




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