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Mostrando postagens de Outubro, 2013
O dia nasce em Silvânia
com o céu de plasma da poesia. Suco de limas da Cracóvia viajantes parceiros das nuvens preparam em outras varandas.
Outros preparam geleias de laranja, empastam pão com essência de jabuticabas e das mãos. Não muda, não muda o desejo, permanece um dogma a opinião.
Na mesma hora anda a mulher, só de curtas galochas,, pela rua que esteve num sonho. Maracanãs no galho de madressilva advinhe em que céu,  em que dia.

ANE

Imagem
Foto com as poetas Maria Abadia Silva, de Goiás, e Myriam Fraga, de Salvador, na sede da Associação Nacional de Escritores, em 22.10.13, no lançamento da antolologia peruanaTransbrasiliana , de poetas brasileiras.


poeminha banal

Estou enamorado de tudo
Não há ausência de sol
A língua afiada
näo haverá dormência de uivos

Certezas de que irei encontrar
ainda que atrás do muro
ainda que esteja cercado
de mínguas e brejal

Não tem importância
que demore a íngua
Não tem importância
que seja banal

biografia autorizada

Aguardo o biógrafo desautorizado
que irá corrigir minha pobreza corrosiva
As cáries e falhas dentárias
Eu em sangue entre engradados
num cômodo escuro e sem água
na empoeirada Vila Matias
com o prático dependurado em minha boca

Teria outras para o biógrafo corrigir
se julgar pouco as minhas torções de dor
só com a droga da poesia
num quarto de frestas e tábuas
As minhas metamorfoses explosivas
A primeira noite de sexo
diante de uma lagarta na parede
Impedir a vizinhança toda acorrendo
para socorrer a amada aos gritos
Arrancar de dentro dos móveis
a correspondência interdita

O biógrafo para corrigir
os bullyngs eu jogado na poeira
gingles ditados à minha nuca
Calu Calu
quantas pregas tem teu vestido azul
O biógrafo não terá de pagar
a percentagem por minha miséria

Se a vida não me inventou outra história
Se não me inventei melhor
melhor invenção pode ocorrer
na máquina de invenção de outro

Poema