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Comparecemos ontem à Feira do Livro de Brasília, em seu último dia. Alegra-me ver as crianças e os jovens folheando os livros, disputando com os pais a aquisição de algum exemplar.
Reconheço que a Feira precisa alterar alguns quesitos para ampliar os espaços. Os stands estão muito pequenos e gerando muitos atropelos para os visitantes. Aí acaba desanimando os pais a levarem os filhos ao local. Talvez tenham de aproveitar o espaço que fica em frente à antiga Rádio Nacional (mas parece que está prevista uma obra naquele local). Mas também não sou engenheiro e nem entrevistei um para colher opinião sobre isso. O importante é que é necessária a abertura da feira, pois os visitantes precisam de mais espaço e também de outras atrações. A Feira está com a mesma cara em todas as suas edições.
Foi bem sucedida a série e debates do Café Literário organizada por João Carlos Taveira com poetas da cidade. Agradeço o convite para participar do ciclo. Considero um sucesso a noite que foi dedicada à minha poesia e à do Francisco Kaq, que se revelou um companheiro extraordinário.
Meu abraço à Pollyanna, da Livraria Quixote, que manteve vida à festa. E abraço todos com quem conversei durante as vezes que ali compareci. A feira é também um local de confraternização. Aliás, cultura é confraternização. Serviu até para que o Euler Belém viesse à minha casa, pois, após visitar a feira, passou uma tarde e minha casa.
Aguardemos a próxima edição, que se prenuncia com a realização de um Festival Internacional (ou Latino-Americano) de Poesia, a ser promovido pela Biblioteca Nacional paralelamente à Feira.
Comecemos a trabalhar, antecipadamente, para falarmos mais de Poesia em vezes de gatos ou de lebres.

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