B. Lopes

Vem em boa hora a palestra do amigo Luiz Carlos de Oliveira Cerqueira, na terça-feira, 11 de agosto de 2009, às 19h, na sede da Associação Nacional de Escritores, em Brasília, sobre a poesia de B. Lopes, este poeta mestiço-dândi (alcóolotra, epiléptico, escandaloso nas vestimentas exóticas), que contribuiu para a evolução da poesia brasileira para o Romantismo.
Um dos sonetos dele que alegrou a minha juventude pelo lado telúrico, por que não?, romântico na forma de ver e se integrar com a própria realidade:

Berço

Recordo: um largo verde e uma igrejinha,
um sino, um rio, um pontilhão e um carro
de três juntas bovinas, que ia e vinha,
rinchando alegre, carregando barro;

havia a escola que era azul e tinha
um mestre mau, de assustador pigarro…
(Meu Deus! que é isto? Que emoção a minha,
quando estas cousas tão singelas narro?)

Seu Alexandre, um bom velhinho rico,
que hospedara a Princesa; o tico-tico,
que me acordava de manhã, e a serra…

com seu nome de amor Boa Esperança,
eis tudo quanto guardo na lembrança
da minha pobre e pequenina terra!

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