1 de junho de 2016

Júlio César Polidoro

COLETA 

A Salomão Sousa

Assina a ruga
essa rude instalação:
no corpo alquebrado
o rosto precário
e a rua
repleta de buracos.


E avenidas cortam,
novas, ao rincão
da pele, antes plana,
uma sucessão de quebra-molas.


Mil atalhos surgem
desde os cílios
e ladeiras íngremes
entornam
um rio de lágrimas
dos olhos.


Eis o tempo
e urge no meu rosto
a vital parcela do imposto
que esse mesmo tempo
agora cobra.

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Salomão Sousa sente-se honrado com a visita e o comentário

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