Quisera ser a grama

A luz que molhou
o vestido nos dias perdidos
Talvez o fruto pendido
de um galho
pendido sem aparecer no recorte
sem roçar as nuvens
descer ao decote
Só a estação da quimera
que não foi pensada ou partida
Só a lente sem nódulos
que não entra na química
Só a luz que vira retrato
de um corpo sem ato
de um olhar que não viu

Um instatâneo
para um único olhar

Comentários

Lara Amaral disse…
Muito bonito, Salomão. Gostei do poema!

Beijos!

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