dezembro 29, 2012

Chris Rea

dezembro 24, 2012

Felicitações de Natal

Somos um vasto mar
que nasce de um vasto vazio
e depois se enche de vida.
Somos um vasto céu
que se enche de noite
e se alterna cheio de luz.
A mão do outro é um
raio de luz.
O olho do outro é um
raio de luz.
A amizade é um
raio de luz.

Sejamos um favo
e o outro venha pousar
em busca de mel!

O historiador Jean-Pierre Vernant diz: “Quando comemos, bebemos e rimos juntos, e fazemos também coisas graves e sérias, essa cumplicidade cria laços afetivos tais que só sentimos nossa existência plena pela proximidade do outro”.

As comemorações de fim de ano foram criadas para que nos lembremos da necessidade de eterna renovação de nossa postura no mundo; da necessidade de sermos cidadãos exemplares, que agem bem em sociedade, respeitadores da lei, da ordem; e trabalham para que os outros tenham vidas felizes, com exemplos, trabalho e amizade.

Atuemos bem no mundo e, assim, como diz Vernant, o outro tenha orgulho de nossa proximidade. Que o outro diga de nós: quero este para ser meu vizinho, para ser meu representante, para ser meu amigo.

Feliz Natal e Próspero Ano Novo!!!!

Lêdo Ivo



Faleceu neste domingo (23), aos 88 anos, durante uma viagem à Espanha, o poeta brasileiro Lêdo Ivo.
Não é um poeta popular, mas bem poderia ser, pois de expressão lírica, de profundo enraizamento na realidade e na vida.
De uma vasta obra, que perpassou pela Geração de 45,  mas interligada com a lírica universal, Lêdo Ivo, de Alagoas, teve ótimas relações com Brasília. Participou de encontros de escritores na cidade, manteve correspondência com vários escritores brasilienses e Antonio Miranda, ainda agora em 2012, publicou pela Poexílio, o livro inédito dele Poesia Breve (ver e-book), em tiragem numerada, de luxo.
Na década de 70, saí de casa, para encontrá-lo num encontro de escritores para pegar um autógrafo. Voltei sem pedi-lo, pois, ele, no auge de sua produção, conquistando os prêmios de poesia mais importantes daquela época, voluntarioso, cercado pela nata dos poetas; eu, poeta inédito, preferi não me acercar dele. E, com isso, foi um dos raros poetas que admiro, ao longo destes últimos anos, de que não aproximei para expressar a minha admiração. Aqui tenho as minhas fotos com Manoel de Barros, com Adélia Prado, as minhas cartas de Drummond, de Zila Mamede, os meus autógrafos de Ferreira Gullar e Thiago de Mello e Juan Gelman, e de muitos outros. 
Mas, onde ele estiver, saiba, que leio sempre a sua obra e a admiro.

Canto Grande

Não tenho mais canções de amor.
Joguei tudo pela janela.
Em companhia da linguagem
fiquei, e o mundo se elucida.

Do mar guardei a melhor onda
que é menos móvel que o amor.
E da vida, guardei a dor
de todos os que estão sofrendo.

Sou um homem que perdeu tudo
mas criou a realidade,
fogueira de imagens, depósito
de coisas que jamais explodem.

De tudo quero o essencial:
o aqueduto de uma cidade,
rodovia do litoral,
o refluxo de uma palavra.

Longe dos céus, mesmo dos próximos,
e perto dos confins da terra,
aqui estou. Minha canção
enfrenta o inverno, é de concreto.

Meu coração está batendo
sua canção de amor maior.
Bate por toda a humanidade,
em verdade não estou só.

Posso agora comunicar-me
e sei que o mundo é muito grande.
Pela mão, levam-me as palavras
a geografias absolutas
.

dezembro 05, 2012

Lançamento de Ivan Monteiro

Estive ontem no Café Martinica no Lançamento do belísismo livro de Ivan Monteiro. Vou ver se consigo faezr algum comentário sobre o livro neste fim de semana.

dezembro 02, 2012

Um alguém apaixonado