A poesia não deixa de ser uma fidelidade ao que amamos.
Continuo fiel à poesia em A NOITE ESCURA DOS CRISTAIS PERDIDOS, que nasce acolhido por respeitados representantes da poesia e da crítica, que saudaram o lançamento do livro em espaços literários de grande respeito.
SÉRGIO DE CASTRO PINTO, poeta-mor da Paraíba, no jornal A União de João Pessoa:
Ora, mas para dizer o indizível, o poeta deve encontrar uma nova maneira de dizer. E é justamente isso o que Salomão faz. Tanto que o considero um caso à parte na lírica brasileira, não apenas de hoje, mas também de ontem. Com efeito, difícil encontrar na sua poesia as pegadas de um outro poeta senão as dele mesmo – pegadas que ele as vem firmando desde o início, espécie de sinete de um individualismo e de uma inventividade que se afirmam a cada livro.
HILDEBERTO BARBOSA FILHO, um dos mais respeitados colunistas literários em atividade, também no jornal A União da Paraíba:
Poesia tocada pelo sangue das palavras e pelo vigor da atitude. Quem conhece a trajetória do autor, poeta e ensaísta, sabe do elemento essencial que o move no ato de pensar e de criar. Salomão não doura a pílula, mas também não se compraz com a falácia do panfleto.
HUGO PONTES, baluarte de resistência da poesia na fronteira mineira, no Jornal da Cidade, de Poços de Caldas:
A selva escura dos cristais perdidos deve ser lida como um livro de travessia: uma obra em que a poesia atua simultaneamente como memória, resistência e esperança. Salomão Sousa reafirma sua posição entre os poetas brasileiros contemporâneos que compreendem a literatura não apenas como exercício estético, mas como forma de estar no mundo.
ADELTO GONÇALVES, estudioso da história e da cultura brasileira, tem saudado todos os meus últimos lançamentos em grandes espaços virtuais de reflexo da literatura. Sobre A selva escura dos cristais perdidos:
as metáforas acabam assumindo um fluir, um caminho, um ato de navegar e dar continuidade, mas resistindo, precisando de portas e fronteiras livres. O cotidiano está por debaixo das palavras, sem grande angústia, mas é um convite para sermos participativos, sem omissão. O mundo se move conforme as nossas ações.
Ainda de luto por nosso filho Vítor Andrade, luto esse que retardou e inibiu alguns de nossos projetos, retomo a latência com a Poesia. Manter-me fiel à poesia também é uma maneira de me manter fiel à sua memória, à família, aos amigos, à sociedade, à necessidade de participação. A poesia não deixa de ser uma fidelidade ao que amamos.
Com a publicação do livro A NOITE ESCURA DOS CRISTAIS PERDIDOS, meu 19º livro, procuro estar próximo da vida cotidiana, resistir e convocar a lucidez. Nesse livro, as metáforas acabaram assumindo um fluir, de caminho, navegar, continuidade, mas resistindo, precisando de portas e fronteiras livres. O cotidiano está por debaixo das palavras, sem grande angústia, mas convite a sermos participativos, sem omissão. O mundo se move em conformidade com as nossas ações. Não podemos destruir nosso ambiente nem nossas relações. Não podemos subir no telhado para gritar impropérios contra os vizinhos, os familiares e os animais. Não podemos subir no púlpito para defesa de ideias envelhecidas e germinadoras de opressão e repressão. Temos de nos libertar do pragmatismo escravizante.
Nunca precisamos tanto da Arte como nesse tempo de indivíduos esvaziados de conhecimentos humanistas, no entanto, convictos de que são os detentores da ordem nem que seja com o dedo no gatilho! Quando queremos inibir o jornalismo, a poesia, o cinema – estamos inibindo a nossa própria possibilidade de usar a palavra. O pensamento é perigoso para quem quer dominar pela força.
Tudo tem significado político e social. Não há como escrever poesia, assistir a um filme, ler filosofia, dizer uma oração, sem que qualquer um desses atos não seja um evento social ou político. Todo ato que nos dá satisfação e bem estar é político, é social. São as ações que nos mantém juntos e permitem que progridamos juntos. O nefasto, que deseja nos dominar, faz de tudo para nos isolar. O isolamento nos enfraquece. A informação e a arte promovem o nosso encontro. O encontro nos fortalece.
Leio e faço e divulgo poesia para que sigamos juntos. Sozinho não significo bulhufas.
Os cristais estão perdidos, a noite é escura, mas seguimos para iluminar e encontrar.
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Salomão Sousa sente-se honrado com a visita e o comentário