Pular para o conteúdo principal
Agradeço à Leonice Jacob, conterrânea valente, que lançou recentemente o livro "Labirintos de Mim", as referências carinhosas ao me incluir entre as ilustres figuras da cultura de Silvânia:

Falei sobre o professor Edmar
Do seu “enredo e personagens”
Dos seus traços marcantes
Que perseguiram os meus
Iluminando-os com sua sabedoria.

Com Rubens Vieira
Lembrei-me do antigo cinema
Da lida diária da pequena Bonfim
Quando um "tropel de emoções"
Invadiu nossos corações.

Com Antônio da Costa
Revivi a rua comprida e estreita
Que foi cúmplice das nossas brincadeiras
De infância e adolescência.

Dividi a minha saudade
Com Inácio José de Paula
O vi crescer batalhador
E cheio de esperanças
E na cumplicidade da pequena rua
Que fazia-nos irmãos.

Em “Memórias”
De Osvaldo Sergio Lôbo
Senti-o carente
De amor, inocente
E uma ponta de saudade
Bateu forte no peito

Oh! Meu glorioso Salomão
Quando nascer de novo
Quero ser como você
Quero fazer uma “safra” de livros
E nas “horas vagas”
Deleitar-me na “moenda dos dias”.

Chorei com Geraldo Majela
As “lágrimas do ipê”
Sofri pelo poeta
Sem fama
E sem cama
E que chama por alguém
Que não o ama.

Se “recordar é viver”
Vivi com Getúlio Silva
Os encantos da primavera
Que ele descreveu e amou.

Gessilma no aconchego de sua alma
Distribuiu migalhas de sabedoria
Em páginas de ouro.

Com o Pascoal que era poeta
Comecei a arte de sonhar.
Do Pascoal que era jornalista
Recebi a triste notícia:
A morte do pipoqueiro.
Com o Pascoal que era professor
Aprendi a arte de escrever.

E Maria das Dores
Sempre na janela,
Em sentinela
Escondia versos no coração.

André Leones
Nobre por excelência
Nas passarelas literárias
Nosso orgulho.

Hilda,
A pequena ruiva de cabelos dourados,
Hoje uma grandeza na literatura
A quem muito admiro.

De Élson Gonçalves
Guardo a “família feliz”
Com “esteio de aroeira”
Que eternizou suas marcas
Em “labirintos de mim”.

De Coelho Vaz
Roubei alguns poemas
E enfeitei a simplicidade das minhas páginas
Com a preciosidade dos seus versos.

Curvo-me diante do eterno Americano do Brasil
Para dizer-lhe que na minha pequenez
Sinto-me muito orgulhosa
De fazer parte da sua terra e de sua gente.

De José Sêneca Lobo
Guardo no “gotejo do passado”
As marcas indeléveis da cidade de Bonfim
Através das suas letras inesquecíveis.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Resenha sobre o filme "300"

Por Ana Paula Condessa

Todo filme tem seus méritos, seus pontos fortes, mas também tem furos e contradições. O filme 300, já em exibição, surgiu da história em quadrinhos “Os 300 de esparta” - criada e desenvolvida por Frank Miller. É impressionante a grandeza da produção do filme que chega a representação, com muita propriedade, por retratar a batalha que enfrenta o rei Leônidas -,os soldados espartanos, seus aliados contra o exército persa de Xerxes, na Batalha das Termópilas -, desfiladeiro da Grécia. Esparta - é uma sociedade que é toda voltada para a arte da guerra e todos os indivíduos, que dela fazem parte, são instruídos para tal. No filme é passado muito do que era Esparta e seu contexto, algo de muito valor para compreender a essência da Batalha das Termópilas - . A guerra é o meio de vida dos espartanos e, antes mesmo desta grande batalha que ficou para a história e, cujos métodos e estrutura de guerra foram usados por muitos anos em batalhas posteriores, eles moldaram um im…

ULISSES, de Tennyson

Depois que li esse poema toda minha concepção de poesia foi alterado. Não me satisfez a tradução que aparece no livro de Harold Bloom, Como e por que ler os clássicos, pois, para respeitar a métrica, acabaram cortando parte do enunciado - e isso refletiu na perda da dramaticidade. Fiz a minha adaptação livre a partir do espanhol. Auuuuuuau!!!!! Há uma tradução de Haroldo de Campos que saiu numa edição do Mais!


Fútil o ganho para um rei nada útil,
na calma do lar, à beira de penhas áridas,
unido a uma idosa esposa, a impor e dispor
iníquas leis a uma raça selvagem
que come, e amealha, e dorme, e de mim nem sabe.
A mim não resta senão viajar: beberei
a vida até o fundo. Sempre desfrutei
da fartura, e com fartura sofri, junto àqueles
que me amavam com amor ímpar; e, em terra,
arrastado pela corrente, as chuvosas Híades
agitavam o lúgubre mar: ganhei nome:
para sempre vagando com coração ávido,
vi, possuí, e muito conheci; cidades de homens
e costumes, climas, conselhos, governos,
nunca com desprezo, ma…