Pular para o conteúdo principal





Já está programado o lançamento de meu livro
Momento Crítico.

Data: 2 de dezembro, uma terça-feira, a partir das 18h30
Local: restaurante CARPE DIEM (104 Sul, Bl. D, lj 1 - Brasília - DF)
Informações: (61) 3344-3738 ou salomaosousa@yahoo.com.br


Texto da orelha, que esclarece o propósito do livro:


Em edição com recursos captados junto ao Fundo da Arte e da Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura do Distrito Federal, MOMENTO CRÍTICO reúne parte da produção crítica de Salomão Sousa, publicada em jornais e no Chuço — zine xerocopiado que o autor manteve por mais de dois anos em Brasília. Apesar de produzidos em épocas diferentes (às vezes distantes), são textos que convergem para uma preocupação reflexiva central: o lugar da cultura num mundo em transformação, em que o homem — imerso no egocentrismo — mergulha numa funda crise de humanismo, com óbvia agressão ao outro e aos bens comuns da comunidade. Além de reunir textos híbridos de crônica e artigo, Salomão Sousa aproveita para coligir na última sessão do livro as suas “Espoléticas”, aforismos que ele denomina de “espoletas éticas” destinadas a explodir rápidas reflexões. Não se trata de obra que proponha teses costuradas em complexos conceitos, de difícil absorção, mas que se vale da crítica impressionista, de forma a facilitar a imposição da presença humana na escritura, sem “as insígnias da santidade”. O final da espolética que fecha o livro expressa bem a preocupação de Salomão Sousa: “Temos de apalpar, obter, colher, sem invadir o direito do outro, sem obstruir a vida do outro. Aí se inicia o primeiro ato de moralidade.”.


Ao contrário do noticiado anteriomente,
não foi possível usar a foto do Robson Corrêa de Araújo
como motivo da capa. Perdão, amigo, por ter gerado a expectativa e não ter conseguido um arranjo com o seu belo trabalho. Faremos ainda muitas viagens juntos.

Comentários

Anônimo disse…
ninguem escreve nada???vamos lá,,,,
a',,,(o a é por conta do Gabriel),,,poesia não é o forte desse mano aqui não,,,textos são mais fáceis de assimilar,,,principalmente espoletas que estão prontas a deixar qualquer um atordoado,,,
assim é Salomão,,,quer sua opnião???,, cuidado, ele é dificil de ser agradado, se ele gosta de sua poesia,,ótimo,,,se não gosta....cuidado. isso era época do xuxo,,,acredito que hoje ele está mais politico,, mais calmo,, mais crítico acredito que ainda está ,,,,um beijão meu irmão e boa sorte,,
zezinho
Robson disse…
engra~çado eu tenho uma foto da curva da rampa do museu muito parecida com esta que está na capa sem frescuras faremos muitas viajens juntos apartir de uma BR-INFINITA...

Postagens mais visitadas deste blog

SAUDAÇÕES AO ROMANCE DE WIL PRADO

Wil Prado é uma de minhas amizades mais firmes desde que cheguei a Brasília. Desde nossos passos iniciais na literatura, foram vívidos debates e percursos juntos pela cidade. Por muros vários que atravessam a nossa vida, Wil Prado demorou a publicar seu primeiro livro. E é com alegria que vejo que figuras importantes da literatura brasileira, de cara, se manifestarem favoravelmente ao seu romance SOB AS SOMBRAS da Agonia, editado pela Chiado, de Portugal, do qual foi leitor desde as primeiras versões até o momento de escrever a apresentação. Acredito que são poucos que merecem uma manifestação eufórica de Raduan Nassar.  E, ainda, de João Almino, que acaba de ser eleito para a Academia Brasileira de Letras.
(...) SOB AS SOMBRAS DA AGONIA me tocou sobretudo pela linguagem, por palavras novas, metáforas bem sacadas, e os empurrões articulando o entrecho. Além disso, o romance arrola no geral gente do povo, ao lado de uns poucos salafras da elite, com caracterizações convincentes, inclusi…

ULISSES, de Tennyson

Depois que li esse poema toda minha concepção de poesia foi alterado. Não me satisfez a tradução que aparece no livro de Harold Bloom, Como e por que ler os clássicos, pois, para respeitar a métrica, acabaram cortando parte do enunciado - e isso refletiu na perda da dramaticidade. Fiz a minha adaptação livre a partir do espanhol. Auuuuuuau!!!!! Há uma tradução de Haroldo de Campos que saiu numa edição do Mais!


Fútil o ganho para um rei nada útil,
na calma do lar, à beira de penhas áridas,
unido a uma idosa esposa, a impor e dispor
iníquas leis a uma raça selvagem
que come, e amealha, e dorme, e de mim nem sabe.
A mim não resta senão viajar: beberei
a vida até o fundo. Sempre desfrutei
da fartura, e com fartura sofri, junto àqueles
que me amavam com amor ímpar; e, em terra,
arrastado pela corrente, as chuvosas Híades
agitavam o lúgubre mar: ganhei nome:
para sempre vagando com coração ávido,
vi, possuí, e muito conheci; cidades de homens
e costumes, climas, conselhos, governos,
nunca com desprezo, ma…