abril 16, 2012


Tira meu corpo de diante do hostil,
da borra de pedra que faz adoecer,
empedrar, carregar hostil o projétil.
Em Catamares, a mão entre as minhas;
em Cetim, o coração acolheria o sangue.
Leva-me com tuas mãos, com teus
olhos me faça existir. Com tua palavra
me roça na língua estrangeira.
Para o trânsito com tua inclinação
que já ultrapassou as vésperas,
foi posterior às fronteiras.
Inunda-me com a cachoeira, a gosma,
o pedaço flexível de ti que é feliz.
Circunda-me com alguma fronteira,
ainda que de giz.

Um comentário:

Lara Amaral disse...

Muito bonito poema!

Beijo, Salomão.