8 de setembro de 2013



Por que não espionam
e grampeiam a poesia?  
A estas horas a cidade dorme
e a grande potência
não envia o relatório
sobre a importância  da irradiação
do ozônio cordial da vizinhança
Aguardamos que o silêncio
não seja o espião na esquina
´mas só a aspa do canto do pássaro
‘a aspa da pipa em modelagens no ar
Por que não quebram
a criptografia  da zorra e da fome?
Por que não grampeiam os motores?
os decibéis? a máscara? o ruído?

Um comentário:

  1. Só agora descobri seus blogs e vou acompanhar. Obrigada pelo livro que me deu de presente em seu aniversário, tem um poema que ficou sendo meu preferido: O tronco só para pesseio (p. 183). Adorei conhecê-lo. Também tenho um blog, mas só para anotar meus sentimentos, não divulgo muito. Abraço. Paula Cristina

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Salomão Sousa sente-se honrado com a visita e o comentário

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