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o tempo me contamina/me retalha
retalhos/superposições de falhas
nuvens carregadas de insolência
de partir sem distribuir sua água 
onde estão as tábuas da memória
com os registros de Shakespeare?
começa a ruir o esquecimento
a substancia/a coerência do poema
do discurso no simpósio da violência 
na linha do tempo/se insossas
as chuvas/se ressecadas as sementes
se a paternidade regada a álcool 
se a civilidade proclamada em figas
retalhos/superposições de talhes
empréstimos de nádegas/de colos
à coloração obtida na máquina
talhes engrossados com suprimentos
shorts rasgados/narinas alargadas
o tempo presente sem guerra
para lanhar os braços/inserir
nos olhos os estilhaços
senta-te ao volante e mira teu poste
se buscas tua guerra/teu estilhaço
colham teus pais os retalhos
para depositar sob o campo de urtigas
retalhos/superposições de calhas
quanto mais alta mais sobrecarrega 
as que vivem mais em baixo
Quixote/o primeiro egocêntrico 
se achava que era o que pode
cada um defende seu moinho de vento
cada um se defende com seu upgrade
com o sistema de segurança/sua grade



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que me amavam com amor ímpar; e, em terra,
arrastado pela corrente, as chuvosas Híades
agitavam o lúgubre mar: ganhei nome:
para sempre vagando com coração ávido,
vi, possuí, e muito conheci; cidades de homens
e costumes, climas, conselhos, governos,
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