Pular para o conteúdo principal
A arte é uma pele que vestimos! E a perdemos todos os dias!!!

O filme A Pele surpreende!!! Roteiro redondíssimo! Homenagem à fotógrafa Diane Argus também redondíssima! A cena da escada descendo do teto em homenagem à Rolleiflex é capciosa!! Prova de que o filme agüenta do início ao fim como uma homenagem à fotografia!!
Não é um filme sobre a loucura. Não compareça ao cinema em busca da loucura, sadomasoquismo — nada disso!!! Mas em busca da compreensão de que é necessária interação com o estranho para que o estranho deixe de existir!!!
Só podia ser com Nicole Kidman, cujo olho já é uma câmera!!!
A Pele!! Filme Inquietante!!

Comentários

FALOU QUASE TUDO SALOMAS DE UMA SÓ TACADA MAGISTRAL LÁ NO PUNCTUM NÃO RESISTI E INDIQUEI AS CHAVES MAS QUEM TEM CHAVE NÃO PRECISA DE PORTAS NÃO É MESMO OS FANTASMAS NÃO RESISTEM A UM FLASH AZUL...
Salompras! Vou correndo ver! ;)
Jacqueline disse…
É um filme de difícil compreensão e só pude compreendê-lo sob a ótica do meu padrinho Salomão. Ainda bem que conversamos antes de assistir ao filme, pois, pude per-ceber um outro filme que não teria percebido.

Vou querer saber tudo contigo antes ver os filmes.

Um beijo,
Jacqueline.

Postagens mais visitadas deste blog

SAUDAÇÕES AO ROMANCE DE WIL PRADO

Wil Prado é uma de minhas amizades mais firmes desde que cheguei a Brasília. Desde nossos passos iniciais na literatura, foram vívidos debates e percursos juntos pela cidade. Por muros vários que atravessam a nossa vida, Wil Prado demorou a publicar seu primeiro livro. E é com alegria que vejo que figuras importantes da literatura brasileira, de cara, se manifestarem favoravelmente ao seu romance SOB AS SOMBRAS da Agonia, editado pela Chiado, de Portugal, do qual foi leitor desde as primeiras versões até o momento de escrever a apresentação. Acredito que são poucos que merecem uma manifestação eufórica de Raduan Nassar.  E, ainda, de João Almino, que acaba de ser eleito para a Academia Brasileira de Letras.
(...) SOB AS SOMBRAS DA AGONIA me tocou sobretudo pela linguagem, por palavras novas, metáforas bem sacadas, e os empurrões articulando o entrecho. Além disso, o romance arrola no geral gente do povo, ao lado de uns poucos salafras da elite, com caracterizações convincentes, inclusi…

ULISSES, de Tennyson

Depois que li esse poema toda minha concepção de poesia foi alterado. Não me satisfez a tradução que aparece no livro de Harold Bloom, Como e por que ler os clássicos, pois, para respeitar a métrica, acabaram cortando parte do enunciado - e isso refletiu na perda da dramaticidade. Fiz a minha adaptação livre a partir do espanhol. Auuuuuuau!!!!! Há uma tradução de Haroldo de Campos que saiu numa edição do Mais!


Fútil o ganho para um rei nada útil,
na calma do lar, à beira de penhas áridas,
unido a uma idosa esposa, a impor e dispor
iníquas leis a uma raça selvagem
que come, e amealha, e dorme, e de mim nem sabe.
A mim não resta senão viajar: beberei
a vida até o fundo. Sempre desfrutei
da fartura, e com fartura sofri, junto àqueles
que me amavam com amor ímpar; e, em terra,
arrastado pela corrente, as chuvosas Híades
agitavam o lúgubre mar: ganhei nome:
para sempre vagando com coração ávido,
vi, possuí, e muito conheci; cidades de homens
e costumes, climas, conselhos, governos,
nunca com desprezo, ma…