Pular para o conteúdo principal
Praticamente fechada a arte final do meu livro Safra quebrada.
Gosto de textos confesionais que os autores fazem acompanhar os seus livros.
Preparei o meu para vir como posfácio de minha reunião de poesia.
Está aí abaixo, já com alterações propostas por alguns amigos.
Será que está piegas? Irrelevante?
Dê a sua opinião. Pode ser aqui mesmo, como comentário.

Comentários

Parabéns Salmão,
nada piegas e sim, muito sincero. É isso que se sente ao ler seu texto. Mas oras! Deve ser também um grande orgulho!
Jacqueline disse…
Não sei se a minha opinião conta, mas, não posso deixar de dizer a importância que tem as leituras que faço das tuas obras (artes).
Só sei que aprendo a cada vez que o leio, sinto-me um tanto maior quando nos presenteia com o que escreves. Então, o que posso dizer é que não tires uma vírgula, só acrescentes!

Um grande beijo,

Jackie.

Postagens mais visitadas deste blog

Resenha sobre o filme "300"

Por Ana Paula Condessa

Todo filme tem seus méritos, seus pontos fortes, mas também tem furos e contradições. O filme 300, já em exibição, surgiu da história em quadrinhos “Os 300 de esparta” - criada e desenvolvida por Frank Miller. É impressionante a grandeza da produção do filme que chega a representação, com muita propriedade, por retratar a batalha que enfrenta o rei Leônidas -,os soldados espartanos, seus aliados contra o exército persa de Xerxes, na Batalha das Termópilas -, desfiladeiro da Grécia. Esparta - é uma sociedade que é toda voltada para a arte da guerra e todos os indivíduos, que dela fazem parte, são instruídos para tal. No filme é passado muito do que era Esparta e seu contexto, algo de muito valor para compreender a essência da Batalha das Termópilas - . A guerra é o meio de vida dos espartanos e, antes mesmo desta grande batalha que ficou para a história e, cujos métodos e estrutura de guerra foram usados por muitos anos em batalhas posteriores, eles moldaram um im…

ULISSES, de Tennyson

Depois que li esse poema toda minha concepção de poesia foi alterado. Não me satisfez a tradução que aparece no livro de Harold Bloom, Como e por que ler os clássicos, pois, para respeitar a métrica, acabaram cortando parte do enunciado - e isso refletiu na perda da dramaticidade. Fiz a minha adaptação livre a partir do espanhol. Auuuuuuau!!!!! Há uma tradução de Haroldo de Campos que saiu numa edição do Mais!


Fútil o ganho para um rei nada útil,
na calma do lar, à beira de penhas áridas,
unido a uma idosa esposa, a impor e dispor
iníquas leis a uma raça selvagem
que come, e amealha, e dorme, e de mim nem sabe.
A mim não resta senão viajar: beberei
a vida até o fundo. Sempre desfrutei
da fartura, e com fartura sofri, junto àqueles
que me amavam com amor ímpar; e, em terra,
arrastado pela corrente, as chuvosas Híades
agitavam o lúgubre mar: ganhei nome:
para sempre vagando com coração ávido,
vi, possuí, e muito conheci; cidades de homens
e costumes, climas, conselhos, governos,
nunca com desprezo, ma…