9 de março de 2008

Sempre que olha para as mãos
e elas se oferecem limpas
a borduna lhe apetece
e mais lhe apetece
quando o repouso de um homem
oferece-lhe o beijo na face

Pediu-me para segurá-la
Se é mansa a oração
e brilha quieta
a estrela no universo
pede-me a borduna
o inimigo ao desabrigo
de uma paz que o anime

Não pede o gesto que o aqueça
Não pede a abertura da trilha
ou o ajeito de uma telha
Pede-me a borduna
de arrancar a marca de sangue
que o satisfaça em seu abrigo

Para a paz do inimigo
ofereço o sangue de animar a festa

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