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Uma fidelidade veio ficar comigo
Uma fé sem bomba escondida no casaco
Vieram parar bem aqui
entre os eixos que fazem a paz

Protege a minha porta
a serenidade sem lama
Sinto-me sem fronteira
se extintos os negociantes
com os aros de impedir nossos pés
Nossas mãos já se aproximam

Os lábios não se disfarçam
com o cuspe e com o chulo. Sinto.
Sinto que não sou eu que me enche
Enchem-me uns lábios, uma idéia
um corpo vindo sem fronteiras
Sinto que chegou sadio
o homem que come comigo
o meu o pão e planta comigo o desejo
Sinto que enche de força os meus ossos
Uma fidelidade me beija

Tão perto um Tibete sob meus pés
Beijo o calor de seu cânhamo

o rastros de seus cães
Sacio-me
na fidelidade de seu cântaro

@ Salomão Sousa

Comentários

Anônimo disse…
Bonito!!
Robson disse…
i tem y no blogger dele sua blogosfera remete a uma meta-linguagem-hipertextual-cibershoping-pong ele é um cibernetólogo trabalhando com fotografia tecida na rede ciberespacial já fizeram sua craniografia o transcendentalismo pulsa em cada ponto do seu cérebro não é possível dissipar a formação de idéias da sua mente condições e operações entendimento pelas coisas que se apresentam subitamente por meio dos ídolos pelos números abrindo um livro ao acaso lançando dados ele tem a arte de adivinhar as disposições morais de uma pessoa a luz profética pelos sinais e observação do ar: belomancia, aponta e acerta. o menino brinca com qualquer coisa.

u sujeito é nobre no sangue e no caminho.
a sei agora entendi, ele vem fazendo isto há meio século, né?
e faz cada vez do jeito que quiser...
i, o cara é bamba na corda !
Quem tem Gala, Dali não sai, mesmo que Dante, antes do inferno, tivesse Proust atado ao diabolô da criação. Sartre uma linha Durant qualquer trajectória, Morin na filosofia!
Depois desta pequena demonstração, só para provar o que é possível fazer com o material acumulado, ele resolve explicar como trabalha.
Gosto da idéia bailando na cabeça, não gosto de decorar dados e dispo-los como normas já existentes, i, não fui claro: esta coisa de gênero, forma e... outras cartilhas que vocês seguem, não me dá prazer fazer assim. explico: gosto de escrever o que penso na hora que penso, e não, sair burilando dentro de um modelo existente, sei do risco que corro, sempre corri.
Se me derem a palavra com calma e trocarem comigo as figuras podemos conversar sobre qualquer coisa durante o tempo que quiserem, não quero um título, pois resolvi isto com trabalho me submeti a testes quando foi preciso e garanti assim esta minha possibilidade de fazer, os fantasmas sociais impostos pelos senhores, conheço todos. Busquei cada um deles nas noites nos becos nos bares nos campos de futebol nas corridas de rua na cultura de massa nas rodas de samba ou conversando com os eruditos a noite inteira em sala de hotel quando não nos quartos sem contar estes 27 anos ouvindo as conversas nos bastidores do poder CD além dos corpos diplomáticos com os embaixadores da Bélgica do Canada da Espanha de Portugal da Alemanha, Índia...e vai.
Porém amores meu, sei que isto não é suficiente, bastaria um cursinho numa faculdade destas de esquinas, para me olharem de forma diferente, me leriam com mais calma, e, e , e, e,...
Querem sentar e mentir, ou querem sentar e fingir que está mentindo?
Sim, é a questão. Pois quando mentimos abertamente: somos artistas. E, quando fingimos que estamos mentindo, somos políticos( politiqueiros).
tá bom por hoje?

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