abril 24, 2014


redes de algas negras laminam o sono
sobre máscaras dançantes de órbitas lisas
em que estacas circulam paralisadas

cortes de arames externos nas omoplatas
há setores de expedição à distância
onde paliçadas se alinham na alvura   

deixam aberturas às cópias das mensagens

o aniversariante da noite içado
na dormência dos falhos corticoides
não se interliga às palhas das viagens

come a língua com sabor de salitre
e borralho e se interliga num cobertor
poroso de água e longas patas

o assinante das peles da dormência assadas

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