Pular para o conteúdo principal

UMA VERDADE INCONVENIENTE


Por Ana Paula Condessa


Uma verdade inconveniente é um longa-metragem que mostra os problemas ambientais causados pela forma como o homem vem se relacionando com o meio ambiente. O mote do filme é a discussão dos problemas causados pelo aquecimento global. O filme mostra a realidade que vamos enfrentar já em 2008. No documentário, Al Gore mostra o resultado de suas pesquisas sobre o aquecimento global, com fotos, imagens, gráficos e tabelas, que demonstram a gravidade da situação ambiental do nosso planeta. No filme, que é dirigido por Davis Guggenheim, Al Gore faz uma campanha bem diferente e mostra dados que preocupam não só os ambientalistas. O ex-candidato à presidência dos Estados Unidos no período Clinton achou um novo jeito para elevar seu prestígio — o mote ambiental. É a forma que ele encontrou para se fazer ouvir.

O filme mostra parte da campanha de Al Gore para parar o aquecimento global e conta com dados chocantes de como a temperatura do planeta vem aumentando e como esse aumento pode continuar a progredir. Os dados foram levantados por cientistas e pesquisadores, com os quais Gore se relacionou na busca por entender o problema ambiental. A proposta cinematográfica está tanto além da linha hollywoodiana quanto da própria política dos EUA, já que o país ratificou o protocolo de Kioto e se exime de responsabilidades.
O filme Uma verdade Inconveniente, que está em exibição em BH apenas no espaço Pitágoras, coloca em cheque todo o comportamento humano. Denuncia o que o homem vem fazendo com o meio ambiente, e trata a questão como um problema político que não está afeto apenas aos americanos. Reafirma a necessidade mais que urgente de transformação através de mudanças adotadas em conjunto no mundo todo. Os EUA e China contribuem com 31% da poluição mundial em favor do efeito estufa e os países que não assinam o Protocolo de Kioto são os maiores poluentes.

O filme nos coloca diante de um quadro assombroso de mudanças climáticas no Planeta Terra e que são preocupações de todos. Ele parece trazer à tona e colocar em um nível mais amplo uma questão que tinha ficado a cargo dos cientistas, pesquisadores e ambientalistas. E o mais interessante é a repercussão dessas notícias na mídia do que com os alarmes dos cientistas. O aquecimento global virou tema de discussão e preocupação para muitos, não mais um assunto restrito para especialistas, que acabavam não sendo acreditados. Ele é real, e está ocorrendo. Caso algo não seja feito, o mundo inteiro sofrerá seus efeitos.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

SAUDAÇÕES AO ROMANCE DE WIL PRADO

Wil Prado é uma de minhas amizades mais firmes desde que cheguei a Brasília. Desde nossos passos iniciais na literatura, foram vívidos debates e percursos juntos pela cidade. Por muros vários que atravessam a nossa vida, Wil Prado demorou a publicar seu primeiro livro. E é com alegria que vejo que figuras importantes da literatura brasileira, de cara, se manifestarem favoravelmente ao seu romance SOB AS SOMBRAS da Agonia, editado pela Chiado, de Portugal, do qual foi leitor desde as primeiras versões até o momento de escrever a apresentação. Acredito que são poucos que merecem uma manifestação eufórica de Raduan Nassar.  E, ainda, de João Almino, que acaba de ser eleito para a Academia Brasileira de Letras.
(...) SOB AS SOMBRAS DA AGONIA me tocou sobretudo pela linguagem, por palavras novas, metáforas bem sacadas, e os empurrões articulando o entrecho. Além disso, o romance arrola no geral gente do povo, ao lado de uns poucos salafras da elite, com caracterizações convincentes, inclusi…

ULISSES, de Tennyson

Depois que li esse poema toda minha concepção de poesia foi alterado. Não me satisfez a tradução que aparece no livro de Harold Bloom, Como e por que ler os clássicos, pois, para respeitar a métrica, acabaram cortando parte do enunciado - e isso refletiu na perda da dramaticidade. Fiz a minha adaptação livre a partir do espanhol. Auuuuuuau!!!!! Há uma tradução de Haroldo de Campos que saiu numa edição do Mais!


Fútil o ganho para um rei nada útil,
na calma do lar, à beira de penhas áridas,
unido a uma idosa esposa, a impor e dispor
iníquas leis a uma raça selvagem
que come, e amealha, e dorme, e de mim nem sabe.
A mim não resta senão viajar: beberei
a vida até o fundo. Sempre desfrutei
da fartura, e com fartura sofri, junto àqueles
que me amavam com amor ímpar; e, em terra,
arrastado pela corrente, as chuvosas Híades
agitavam o lúgubre mar: ganhei nome:
para sempre vagando com coração ávido,
vi, possuí, e muito conheci; cidades de homens
e costumes, climas, conselhos, governos,
nunca com desprezo, ma…