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Mostrando postagens de Novembro, 2010

Lídia Arantes Borges

A poeta e artista plástica Lídia Arantes Borges, que visitei em Piracanjuba com o amigo Herondes Cézar, lançou o livro de poemas  Navegando nas Ondas do Tempo. Não pude estar presente ao evento, e ainda não vi o livro. O amigo Herondes Cézar voltou a Piracanjuba e esteve com a poeta. Ele escolheu os poemas que postamos abaixo. Vida longa aos poetas! E a amizade seja eterna!
AS ROSAS E AS GRAÇAS
Santa Teresinha das Rosas, Santa Teresinha das Graças, minha linda santinha das rosas e das graças!
Primeiro virão as rosas, depois as graças virão, cai uma chuva de pétalas que se espalham pelo chão!
Vou recolher as pétalas, vou alcançar as graças, as pétalas guardarei com amor no meu cofre de latão.
Sempre que me achar sozinha triste, triste a chorar, vou lembrar-me da santinha, terei as graças na mão!
A BANDEIRA DA PAZ
Lá vai o barquinho com a bandeira branca, símbolo da paz, ao sabor dos ventos, no mar de ondas revoltas, singrando, singrando...
Ondas sobem, ondas se quebram e o barquinho continua seja dia, seja no…

Autógrafos do blog — José Carlos Pereira Peliano

Foto: Salomão Sousa Se são pessoas com ação cotidiana de trabalhar, de fazer compras, de passear, podemos encontrar os poetas em todos os lugares. E nem haveria poesia se não houvesse um cotidiano onde os poetas agissem perto da natureza — se fosse diverso, a poesia seria insossa, insalubre, assim sem cor como um verme arrancado de um oco de pau. Sempre encontro o amigo José Carlos Pereira Peliano próximo da realidade, principalmente no ato de olhar, apalpar, escolher — como se fossem palavras — as frutas e as folhagens tenras na feira do CEASA. Encontro-o sempre com o maior ânimo diante da vida. Fazermos projetos nesses rápidos encontros, que, certamente, um dia cumpriremos.

Autógrafos do blog - João Carlos Taveira

Quase semanalmente tenho o prazer de receber a visita do amigo João Carlos Taveira. Conversamos sobre poesia (a obviedade), música (outra obviedade), e, para fuga da obviedade, voltamos a falar de litetarura. Hoje ele escreveu na cadernetinha dos autógrafos do blog aqui com os meus netos querendo interferir na sua resposta. O Davi já foi enfático: o Taveira é meu amigo. Esta a importância do blog: fuga da necessidade de metalinguagem, pois é mais para metamizade. Deixo de incluir foto nesta postagem, pois, numa entrada recente, já registrei uma. E, aí pela internet, principalmente na página do Miranda, poderão encontrar muitos poemas de João Carlos Taveira.

Autógrafos do blog — Maria Antonia

Foto: Salomão Sousa
Gosto das visitas inesperadas, pois assim quebram a nossa rotina, inserem algo para desestabilizar ou harmonizar o nosso tempo. No final dste sábado, o amigo Antonio Miranda chegou em minha casa com Maria Antonia Garcia Moreno, professoraa de Ciência da Documentação da Universidade Complutense de Madri. Ela fica em Brasília até meados de dezembro, pois está ministrando oficinas na Biblioteca Nacional de Brasília. Aproveitei para fazer esse enlace Brasil/Espanha registrando aqui o autógrafo dela, que se confessou apaixonada pela natureza de Brasília — os pássaros, as pessoas, as árvores — nas pequenas caminhadas que tem feito no centro da Capital. No seu afã de aprender o português, ela deixou uma frase valiosa no seu autógrafo: "com ganhas de re-voltar". Gañas (sem correspondente no português, como ela imaginou): ter desejo, vontade; e volver: voltar, retornar. Ela está no Brasil e já sente que vai ter vontade de retornar ao Brasil.

Mariposa

Não fui a Portugal colher flores
Vejo-as raras na velocidade
de um dia na cidade
de uma cidade tão perto das narinas
quanto o rio Tejo 


De um dia quase úmido quase acidez
no óleo e nas atrevidas buzinas
dos motoristas inquietos
Talvez os motoristas não entendam
que aquela em que estamos
é a cidade disponível
As tesourinha da cidade
aguardavam os pequenos insetos
da véspera da chuva
Os homens não sabiam aguardar
o sinal se abrir, a vez surgir
enquanto a tesourinha

era só um vulto silencioso no azul
Sempre aguardar a vez surgir
de ir a outro país colher flores
ou insetos
se levarmos nossa tesourinha

Enquanto aguardo o dia da ilha de Cetim
a mariposa quieta
pousada na guarda de meu teto
sem buzina para aturdir a noite


Email do poeta João Carlos Taveira

Saloma,

       Realmente andas sumido. Que houve? Não dás mais as caras. Ontem, Miranda perguntou por ti e eu disse que não sabia, que havia dias não nos falávamos. O telefone celular é caro, mas o fixo ainda é viável. Espero que estejas bem. Abraços, Taveirovsky

Respondo:
Mas estou aqui, me sentindo também meio russo, também meio Salomonsky, pois distante das alegrias da escritura, a não ser pelas leituras. Terminei a leitura de "As aventuras do Sr. Picwick", de "A utopia", e talvez eu avance pela "Noite", do grande Érico Veríssimo. Agora, poesia, que é bom, anda arredia. Se bem tenha sido, a pouco, atropelado por uma borboleta amarela, que atravessou ilesa, à minha frente, o sinal fechado.

Mas ainda ontem ao chegar à rodoviária e me deparar com o Teatro Nacional, imaginei que o amigo Taveira, em caso de concerto, estaria ali com outros amigos comuns ao abrigo do céu fechado pela noite e pela ameaça de chuva.
Entrei na multidão e fiquei por isso…

Fela Kuti

Estou apaixonado por Fela Kuti. Sua história de resistência política, e de uma música irmã de Miles Davis, Frank Zappa, Bob Marley. Um ícone no meio do caminho. Acaba de sair na Europa, pela Wrasse, mas vendida nas boas lojas virtuais, uma caixa com todos os seus discos. Estou doido para que chegue a minha, pois já fiz a minha encomenda. Veja um vídeo com a sua música.


Video Yutube

Autógrafos do blog — Wilson Pereira

Foto: Salomão Sousa (sempre clicar na imagem para ampliá-la)

Wilson Pereira é poeta sempre solicitado para os encontros literários e para comparecer às escolas, pois, além de a maioria de seus poemas fazerem alusão à infância, articula-se bem com o público. Quando ele não está presente, sempre alguém perguntará: cadê o Wilson Pereira. Fui encontrá-lo hoje também no shopping Conjunto Nacional no horário do almoço. Os poetas também almoçam e olham vitrines. E, sempre, compram livros. Quase não consigo postar a foto do Wilson Pereira, pois, com a falta de padronização dos cabos dos diversos aparelhos eletrônicos, a cada dia se torna mais impossível localizar o cabo de que precisamos para determinada máquina. É mais fácil achar uma palavra para uma sonoridade do que um cabo. Se algum autógrafo não vem acompanhado da foto do autor — assumimos — a culpa é minha. Nem sempre me lembro de acionar a máquina. Assim, aos poucos, iremos aumentado a galeria dos autógrafos — para não esquecermos que …