Andar animado de orvalho
sem ventres ao lado
com algas roçando roçando
Talvez o sexo ou a agulha
Viajar perto do abismo
dentro de olhares novos
assim perto da palavra
dentro do desejo dos seios novos
Viajar sem conhecer as distâncias
se haverá as palmas dos encontros
com algo na praia
a roçar a roçar
Viajar sem encontrar
Viajar sem desejo
sem abismo sem calhas
O rosto no espelho
Roçar nas homoplatas
no suor escorregadio
sem ruído roçar na fria prata
Estar do outro lado sem viajar
A poesia é meu território, e a cada dia planto e colho grãos em seus campos. Com a poesia, eu fundo e confundo a realidade. (Linoliogravura do fundo: Beto Nascimento)
Assinar:
Postar comentários (Atom)
https://www.blogger.com/blog/post/edit/4843398825678420679/452811239808696688
Uma leitura de Robert Walser
Comecei antes do Natal de 2025 a leitura do pequeno livro "Jakob von Gunten", do suiço Robert Walser, escritor admirado por grande...
-
O processo de editoração é dinâmico, também. Os livros de poesia devem se aproximar da visualidade das páginas da internet. Papel que reflit...
-
Assisti ao documentario de Anitta "Larissa"". Para ser um filme para seu público, a Anitta do filme é banal, piegas e ocupa...
-
Para Mariza Buslik Sou aficionado pela origem das palavras e pelos diversos significados que elas vão ganhando durante os desdobramentos dos...
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Salomão Sousa sente-se honrado com a visita e o comentário