13 de junho de 2006

Poema do livro Ruínas ao Sol [Salomão Sousa]

Navego e o mundo é só onde estou.
Dizem que há nortes com flores e flautas.
Dizem que há largos portos,
o prumo nas mãos dos nautas.

Amam nas águas as jias.
Dizem que para os mil filhos.
Não encontrei para as orgias
as garotas indo sem rumo.

Dizem que há os tálamos
à espera cobertos de goivos.
Foram vistos os acantos
e as garotas ainda navegam.

Navego num mundo sem prumo e sem nauta.

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Folder do lançamento do livro

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