Poema [José Godoy Garcia]

Minha mão se fosse a sua minha lembrança
meu corpo se fosse o seu me abraçava.
Minha tristeza sua se fosse a minha
minha tristeza me cantava, minha mão
se fosse a nuvem me chovia,
minha carne se fosse a do tigre
me devorava, ela devora,
devora todo dia o meu sonho.
Mas antes, a carne de meu sonho
fica no varal e eu como, meu pé
caminha e sabe bem quem leva,
meu pé leva a Neurália o pó
que apanha nas estradas, um pó
que poderia contar histórias
de meu chão, uma manta de carne
no varal do mundo pra me comer!
O meu sonho no varal fica só osso

Comentários

Robson disse…
como é bonito este poema,deve ter sido mesmo um privilegio conviver com um poeta deste porte,ainda quero conversar com voce mais sobre esta alma iluminada... Robson2006.

Postagens mais visitadas deste blog

Resenha sobre o filme "300"

ULISSES, de Tennyson